Análise: Semana terá definição de destino de Simone Tebet e anúncio de ministros restantes

Em paralelo, a equipe de transição convive com clima de tensão pelo risco de segurança na posse de Lula

Lula tem poucos dias para concluir a montagem do seu ministério e dimensionar a participação de partidos aliados no futuro governo.

A principal decisão do presidente eleito é o espaço da senadora Simone Tebet (MDB-MS), terceira colocada no pleito presidencial, e que pode ser um dos nomes do centro nas eleições para o Executivo em 2026.

Ela gostaria de assumir uma pasta na área social, mas o PT não topou. Hoje, vem sendo sondada para o Meio Ambiente, para o Planejamento e até para o Ministério das Cidades.

Além disso, o presidente eleito ainda precisa acomodar o MDB, o PSD e o União Brasil, siglas de centro que devem fazer parte de sua base para sustentar a governabilidade a partir do próximo ano.

Em paralelo, a equipe de transição convive com um clima de tensão gerado em Brasília com uma sequência de eventos que sugerem risco de segurança na posse de Lula, marcada para domingo.

A descoberta de mobilização de manifestantes com explosivos e disposição até para promover atentados, na véspera do Natal, deixou autoridades envolvidas na solenidade de transmissão de cargo apreensivas.

As medidas para reforço da vigilância aumentaram e existe preocupação com a grande concentração de pessoas na capital federal para as festividades promovidas pelo PT, sobretudo o festival musical.

Ao mesmo tempo, apoiadores de Jair Bolsonaro seguem acampados em instalações militares cobrando uma intervenção que impeça a posse de Lula, o que é frontalmente contra a Constituição.

Enquanto isso, o presidente tem avisado aliados de que viajará aos Estados Unidos e não passará a faixa ao sucessor, como era previsto.