Mercado hoje: Ibovespa fecha em nova queda, acompanhando estatais; dólar sobe

Índice da Bolsa de Valores de São Paulo segue dentro da faixa dos 113 mil pontos com pressão dos resultados de bancos e estatais

O Ibovespa manteve a tendência de queda que vem desde o início desta semana. O recuo na sessão desta quarta (26) reflete as perspectivas eleitorais, que pressionam a Petrobras, e a baixa dos bancos, após resultado do terceiro trimestre do Santander Brasil frustrar as expectativas.

Há também pressão do exterior, com recuo das bolsas americanas influenciado pelos balanços de gigantes da tecnologia.

OIbovespa fechou em queda de 1,54% em relação ao fechamento da terça, a 112.861 pontos.

A máxima intradiária foi de 114.626 pontos. O índice passou a maior parte do dia na casa dos 113 mil pontos, mas teve queda abaixo desse patamar no fim da sessão.

O dólar avançou com vigor e fechou com alta de 1,18%, a terceira alta seguida, negociado a R$ 5,4000.

Estatais

A queda das estatais continuou pela terceira sessão consecutiva, ainda refletindo o cenário eleitoral, com pesquisas indicando estabilidade na liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Petrobras PN (-2,59%) e Petrobras ON (-1,73%) fecharam em queda apesar da alta do petróleo Brent. Já Banco do Brasil ON cedia 3,82%, pressionado tanto pelo cenário eleitoral quanto pelo resultado do Santander Brasil, cujo balanço do terceiro trimestre ficou abaixo das expectativas de analistas.

O Santander Brasil informou hoje que teve lucro líquido gerencial de 3,122 bilhões no terceiro trimestre, 28,1% a menos do que no mesmo período de 2021 e 23,5% a menos do que no trimestre imediatamente anterior.

O resultado também ficou abaixo das projeções de analistas consultados pelo Valor, que era de ganho de R$ 3,688 bilhões. Com isso, as units do Santander tinham a maior queda do Ibovespa, de 6,22%. Outros bancos também recuavam, como Itaú PN (-1,46%) e Bradesco PN (-2,79%).

Weg se destaca

A alta mais intensa do índice entre as empresas de grande volume foi da WEG ON (+8,38%), que subiu após reportar alta anual de 42,5% no lucro líquido do terceiro trimestre, para R$ 1,16 bilhão.