Alta de commodities ofusca preocupação com juros nos EUA, e Ibovespa sobe

Siderúrgicas CSN e Usiminas, e petroleiras 3R Petroleum e PetroRio têm as maiores altas da Bolsa

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, firmou-se em alta no final da manhã desta quinta-feira (10) enquanto os investidores preferiam olhar para a alta das commodities a se preocupar com as perspectivas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

Às 14h42, o Ibovespa subia 0,95%, para 113.528 pontos. As companhias com maiores ganhos eram a CSN (+2,56%, a R$ 28,90) e a Usiminas (+1,89%, a R$ 17,27). Essas altas refletem a disparada, hoje, de 4,31%, para US$ 152,84 a tonelada, do minério de ferro no porto chinês de Qingdao, que é referência para o mercado internacional. A elevação de 1,62% do petróleo tipo WTI, para US$ 91,11 o barril, ajudava as petroleiras. A ação da 3R Petroleum subia 4,9%, para R$ 39,22, e a da PetroRio ganhava 2,86%, a R$ 25,20.

Mais cedo, o Ibovespa chegou a cair 0,5% com a notícia de que o CPI (índice de preços ao consumidor), nos EUA, indicou uma alta de 7,5% dos preços em doze meses até janeiro, na comparação com o mesmo período um ano antes, a maior elevação desde fevereiro de 1982. Superou a expectativa dos economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de inflação de 7,2% no período. Na comparação com o mês anterior, o CPI indicou alta de 0,6% em janeiro, também superando a expectativa, de alta de 0,4%.

A inflação em alta significa que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) pode acelerar a elevação dos juros nos EUA, que estão atualmente em 0 e 0,25% ao ano. As chances de uma elevação de 0,5 ponto percentual em março subiu para 44,3%, comparadas com 25% antes da divulgação do CPI, de acordo com dados da CME.

Tipicamente, quando os juros sobem nos EUA, muitos grandes investidores internacionais deixam aplicações consideradas mais arriscadas – por exemplo, os ativos de países emergentes como o Brasil – para colocar seus recursos na renda fixa americana. Então, os ativos brasileiros se desvalorizam, principalmente as ações negociadas na Bolsa de Valores e o real.

(Com informações do Valor PRO, o serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico)