Ministério do Planejamento aumenta projeção de PIB e de inflação em 2023

Planejamento aumenta estimativa do PIB de 2023 em 0,3 p.p, enquanto projeção da Selic média também baixou de acordo com a pasta

O Ministério do Planejamento e Orçamento aumentou a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2023 e atualizou uma série de indicadores econômicos nesta segunda-feira (22). De acordo com os dados divulgados hoje, a projeção para crescimento do PIB do Brasil neste ano é de 1,91%, crescimento de 0,3 pontos percentuais ante a estimativa anterior e em linha com o que tem dito nos últimos dias o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Os números fazem parte do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas relativo aos meses de março e abril. A projeção para a Selic, taxa de juros básica da economia, média de 2023 passou de 13,48% para 13,24%. Enquanto isso, a projeção para IPCA em 2023 é 5,58%, contra projeção anterior de 5,31%.

Planejamento vê câmbio médio de R$ 5,11 até fim de 2023

Além de PIB, Selic e IPCA, o Ministério do Planejamento reajustou a projeção para o câmbio até o final de 2023. A estimativa para a taxa de câmbio média passou de R$ 5,20 para R$ 5,11.

Já a projeção para o preço do barril de petróleo variou de US$ 83,07 para US$ 77,64, segundo números da pasta. A estimativa para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2023 aumentou de 5.16% para 5,34%. Por outro lado, o ministério registrou queda na previsão do IGP-DI em 2023, de 3,85% para 2,06%.

A projeção de receitas do governo federal com concessões e permissões para 2023 subiu R$ 1,1 bilhão em relação à estimativa anterior. Com isso, a nova estimativa ficou em R$ 7,6 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

A arrecadação esperada com dividendos e participações, por sua vez, subiu R$ 5 bilhões, alcançando R$ 52,6 bilhões.

O governo espera ainda arrecadar R$ 103,4 bilhões com a exploração de recursos naturais, R$ 5,6 bilhões a menos do que calculado anteriormente.

Já a projeção de receitas administradas ficou em R$ 1,465 trilhão (queda de R$ 9,3 bilhões ).

Governo revê para cima meta de déficit primário

O governo federal também revisou hoje a sua projeção para o déficit primário do governo central deste ano, de R$ 107,5 bilhões para R$ 136,2 bilhões. Os números levam em conta Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central (BC).

O documento atualiza as previsões para as contas públicas da União e guia investimentos públicos. Conforme publicado pelo Valor Econômico na quinta-feira da semana passada (18), estava no radar do governo federal aumentar a estimativa de déficit para este ano, por causa dos impactos da operação-padrão de servidores da Receita Federal sobre o cálculo de medidas tomadas do lado da arrecadação.

A estimativa de receitas primárias em 2023 caiu R$ 8,5 bilhões, de R$ 2,375 trilhões para R$ 2,367 trilhões, na comparação com o relatório anterior. Por sua vez, a estimativa para as receitas líquidas caiu R$ 4,4 bilhões para R$ 1,911 trilhão.

Já a previsão para as despesas primárias subiu R$ 24,2 bilhões, para R$ 2,047 trilhões. A estimativa para as despesas obrigatórias subiu também R$ 24,2 bilhões, para R$ 1,853 trilhão. Por sua vez, a projeção para as despesas discricionárias (aquelas que podem ser cortadas livremente, como investimentos) está no mesmo patamar, em R$ 193,2 bilhões.