Para secretário da Fazenda, cresce chance da inflação ficar dentro da meta do BC

Guilherme Mello afirmou na quinta-feira (15) que 'existe possibilidade real'

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse nesta quinta-feira, 15, que cresceu a probabilidade de o IPCA deste ano terminar perto de 5% ou mesmo abaixo deste nível. “Eu diria que não é só possível. Existe a possibilidade real e bem razoável, uma probabilidade mesmo, de a inflação fechar próximo ou abaixo de 5% em 2023”, disse ao Broadcast.

Se este novo cenário for confirmado, o IPCA ficará dentro do intervalo de metas de inflação perseguida pelo Banco Central este ano, que é de 1,75% a 4,75%, afirmou. “É até possível que haja o cumprimento da meta, que não era mais esperado”, ressaltou.

Recentemente, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse em um evento com varejistas que o IPCA pode ficar negativo em junho, mas ressalvou que, na sequência, deve voltar a subir. O banqueiro central também tem estimado a inflação entre 4,5% e 5,0% este ano. Mello disse que as elevações de preço no segundo semestre já estão incorporadas. “Estamos acompanhando cada índice que sai.”

As projeções detalhadas da Fazenda devem ser divulgadas “em breve”. A grade das expectativas é apresentada a cada dois meses, em média. Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), Mello salientou que a projeção atual está entre 2,0% e 2,5%, mas que os dados mais recentes de atividade dão a entender que a economia estará crescendo mais perto de 2,5% este ano. “Está para sair a grade, mas temos tempo ainda de recalcular”, disse o secretário.

Discussão sobre o Plano Safra

Mello esteve no Palácio do Planalto para tratar de assuntos ligados à ecologia e ao Plano Safra. O Plano precisa ser aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reunirá no dia 29, mesma data marcada para o debate sobre a meta de inflação.

De acordo com o secretário, ainda não há uma definição sobre o volume de recursos que será destinado ao programa de 2023/2024. Tampouco as taxas de juros e a discussão sobre o orçamento que será destinado à equalização foram fechadas. “O que sabemos é que será um plano forte tanto para produção de alimentos quanto para cooperativas e vai ter um reforço para o pequeno e o médio produtor, principalmente aquele que apresentar mais pegada de sustentabilidade ambiental.”