Mercado começa agosto de olho no passado recente e no futuro próximo

Desempenho de Vale e Petrobras e definição da Selic estão no radar dos investidores

O mercado começa o mês de agosto de olho no futuro próximo e no passado recente a fim de determinar o rumo desta terça-feira (1). No fim do dia, a junção desses fatores poderá levar a bolsa de valores a se estabelecer novamente em 122 mil pontos.

O passado recente, apresentado ontem, mostrou forte alta da bolsa, que encerrou o dia a 1,46% de alta (121.943 pontos). Contribuíram para este desempenho as ações da Petrobras e da Vale – no primeiro caso, a repercussão foi positiva em relação ao pagamento de dividendos. E a Vale se beneficiou do movimento de ajuste após fortes perdas recentes.

O passado convive com o futuro próximo, mais especificamente quarta-feira. Será nesta data que o Comitê de Política Monetária (Copom) definirá a nova taxa de juros básica da economia. Hoje ela está em 13,75%. A expectativa geral é de corte de 0,25 ponto porcentual, mas há quem veja condições para uma redução maior.

Na última segunda-feira, o dólar fechou em queda – após passar parte do dia oscilando. No fim do dia, a moeda norte-americana recuou 0,05%, cotada a R$ 4,7289. O dólar já recuou 10,40% no ano.

Panorama rápido dos Estados Unidos

As bolsas de Nova York, na segunda-feira, apresentaram alta modesta. O Dow Jones subiu 0,28%, o S&P 500 apresentou elevação de 0,15% e a Nasdaq alta de 0,21%. No ano, os três índices apresentam alta expressiva. O Dow Jones acumula ganhos de 7,31%, o S&P 500 de 20% e a Nasdaq de 38,12%.

Fechamento das bolsas na Ásia

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta terça-feira, com a de Tóquio sustentada por balanços corporativos animadores e a da Austrália pela manutenção do juro básico local, enquanto as chinesas foram pressionadas por dados fracos de atividade manufatureira.

O japonês Nikkei teve alta de 0,92%, a 33.476,58 pontos, após balanços trimestrais positivos, caso da montadora Toyota e da fabricante de ferramentas Makita, cujas ações subiram 2,5% e 14% hoje, respectivamente.

Em outras partes da região asiática, o sul-coreano Kospi avançou 1,31% em Seul, a 2.667,07 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,39% em Taiwan, a 17.212,87 pontos.

Já na China continental e em Hong Kong, o viés foi negativo, após pesquisa da S&P Global/Caixin mostrar que o PMI industrial chinês caiu para 49,2 em julho, voltando a ficar abaixo da marca de 50 que indica contração de atividade.

O Xangai Composto ficou praticamente estável, com baixa de menos de 1 ponto, a 3.290,95 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,37%, a 2.061,76 pontos. O Hang Seng, por sua vez, teve baixa de 0,34% em Hong Kong, a 20.011,12 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul após o RBA, como é conhecido o banco central local, decidir deixar seu juro básico em 4,10% pelo segundo mês consecutivo, para surpresa de parte dos analistas, que previam aumento da taxa. Em Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 0,54%, a 7.450,70 pontos.

Com informações da Dow Jones Newswires/Estadão Conteúdo