IA vai mudar o jogo para inovação em produtos e serviços, diz diretor do BB

Pedro Bramont afirma que é necessário garantir transparência e ter em mente dois aspectos da regulação: a explicabilidade da tecnologia e a responsabilização

A inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa para criar produtos e serviços personalizados, disse hoje o diretor de negócios digitais do Banco do Brasil, Pedro Bramont. Ele participou do painel “Como a inteligência artificial está revolucionando a economia”, no palco principal do Web Summit, que acontece até esta quinta-feira no Rio de Janeiro.

“Eu acredito que a inteligência artificial está mudando totalmente o jogo para inovar mais em produtos e serviços. O Spotify [serviço de streaming musical] é um ótimo exemplo de como a personalização pode vir como conceito de um novo produto. Antes do Spotify a gente ouvia música no rádio, comprava CDs e DVDs e agora nós assinamos playlists criadas por ‘machine learning’. É um exemplo fantástico”, disse.

Nesse contexto, Bramont destacou que o serviço “Minha finanças” – ferramenta de gestão financeira pessoal financeira do Banco do Brasil, lançada em maio de 2022 – conta atualmente com mais de 4 milhões de usuários e já categorizou mais de 1 bilhão de transações nos últimos 12 meses.

De acordo com Bramont, o Banco do Brasil iniciou sua jornada de inteligência artificial há dez anos, em 2013, e atualmente tem três áreas principais de desenvolvimento: cibersegurança e detecção de fraude, experiência do consumidor e percepção dos clientes, além do processo interno de automatação. “São vários projetos que mostram como a inteligência artificial pode ser poderosa”, disse.

Bramont foi questionado sobre como é possível inovar sem perder a confiança dos cerca de 70 milhões de clientes da instituição. Em relação à inteligência artificial, ele afirmou é necessário garantir transparência e ter em mente dois aspectos da regulação: a explicabilidade da tecnologia (os tipos de dados usados e os exemplos aplicados na fase de testes) e a responsabilização.

“A responsabilização porque o software não pode ser preso, mas você precisa ter alguém que possa assumir a responsabilidade. Dar transparência para as pessoas confiarem mais”, afirmou.

Também participaram do painel Gerry Colyer, presidente da Clara (fintech mexicana), e Aline Oliveira, confundadora da Traive (fintech voltada ao agronegócio).

O Web Summit Rio tem apoio da Invest.Rio; Prefeitura do Rio de Janeiro e do Senac RJ que, junto do Sebrae, também apresentam a divulgação e cobertura do evento na Editora Globo, por meio do jornal “O Globo”, do Valor, da “Época Negócios” e da Rádio CBN.