Dinheiro esquecido: apenas R$ 342 milhões de R$ 6 bilhões foram resgatados em um mês, diz BC

O maior valor sacado até agora por uma pessoa foi R$ 749,5 mil e por uma empresa, R$ 3,3 milhões

Em um mês de reabertura das solicitações de recursos “esquecidos” por clientes em instituições financeiras, foram resgatados R$ 342,2 milhões pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), segundo levantamento do Banco Central (BC) divulgado nesta segunda-feira (10). Até domingo (9), a fermenta recebeu 122,2 milhões de consultas.

De acordo com a autoridade monetária, o maior valor sacado por uma pessoa foi R$ 749,5 mil e por uma empresa, R$ 3,3 milhões. Além disso, foram 1,45 milhão de consultas de valores de pessoas falecidas.

Nesta etapa, estão disponíveis R$ 6 bilhões para resgate. A consulta está aberta desde 28 de fevereiro, mas só em 7 de março o sistema passou a receber solicitações de devolução.

A ferramenta estava fora do ar desde abril de 2022, quando foi finalizada a primeira fase de devoluções. A reabertura estava prevista para maio, mas foi atrasada pela greve dos servidores da autarquia.

No ano passado, as instituições financeiras devolveram R$ 2,36 bilhões a 7,2 milhões de pessoas e a 300 mil empresas na primeira fase do serviço. Desse total, R$ 321 milhões foram resgatados via Pix a 3,7 milhões de beneficiários. O restante foi devolvido mediante contato prévio do beneficiário com a instituição, por telefone, e-mail, agência ou outros canais de atendimento.

Nesta nova fase, 8 milhões de pessoas e 2 milhões de empresas possuem valores a receber de conta corrente ou poupança encerrada com saldo disponível, cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito, recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados, tarifas cobradas indevidamente e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas.

Segundo a autoridade monetária, a versão deste ano traz “novidades importantes”, como impressão de telas, sala de espera virtual e consulta de valores de pessoa falecida.

Entre as mudanças, estão também a inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR e consulta a recursos de pessoa falecida por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal.

Além disso, o sistema traz mais transparência para quem tem conta conjunta. “Se um dos titulares solicitar o valor via SVR, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações da solicitação: valor, data e CPF de quem solicitou”, explicou o BC.

Na nova etapa poderão ser consultadas, ainda, contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas com saldo disponível, além de contas de registro e outros recursos.

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