Desemprego cai para 8,1% no trimestre até novembro, aponta IBGE

Taxa é a menor desde março de 2015; IBGE aponta recorde de população ocupada em 2022

A taxa de desemprego no país foi de 8,1% no trimestre móvel de setembro a novembro de 2022, nível mais baixo do índice histórico medido pelo IBGE desde março de 2015, quando chegou a 8%. O resultado ficou abaixo do verificado no trimestre móvel anterior, encerrado em agosto (8,9%) e abaixo também do resultado de igual período de 2021 (11,6%), mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (19).

É a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em novembro desde 2014 (6,6%). No trimestre encerrado em outubro do ano passado, a taxa estava em 8,3%

O resultado ficou em linha com a mediana das expectativas de 27 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 8,1% no trimestre móvel encerrado em novembro de 2022. O intervalo das projeções ia de 7,8% a 8,5%.

No trimestre encerrado em novembro, o país tinha 8,7 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta retração de 9,8% frente ao trimestre móvel anterior, encerrado em agosto (menos 953 mil pessoas) e queda de 29,5% frente a igual período de 2021 (menos 3,7 milhões de pessoas). É o menor contingente desde o trimestre encerrado em junho de 2015.

O IBGE aponta que, entre setembro e novembro, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era composta por 99,7 milhões de brasileiros. Isso configura um recorde da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Isso representa um avanço de 0,7% em relação ao período entre junho e agosto (mais 680 mil pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2021, subiu 5% (4,8 milhões de pessoas).

Por outro lado, a população subutilizada (desempregados, pessoas que querem trabalhar mas não procuram vagas, e quem trabalha menos do que gostaria) diminuiu 8,4% em novembro em relação ao trimestre anterior e 24,6% na comparação anual.

Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 108,4 milhões no trimestre móvel encerrado em novembro de 2022, estável ante trimestre móvel anterior, encerrado em agosto e 1% acima de igual período do ano passado (mais 1,1 milhão de pessoas).

Por fim, o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado — excluindo trabalhadores domésticos — foi de 36,8 milhões. Um salto de 2,3% (817 mil pessoas) de um trimestre para outro, enquanto a evolução anual foi de 7,5% (mais 2,6 milhões de pessoas).

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,3 milhões) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 9,3% (1,1 milhão de pessoas) no ano.