Bancos agora antecipam previsão de queda da Selic para setembro

Pesquisa da Febraban mostra que o início do ciclo de cortes de juros pode acontecer antes do esperado anteriormente

Após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, os bancos anteciparam sua expectativa de redução da Selic, segundo pesquisa da Febraban. Na edição de fevereiro, a maioria esperava queda de juros só no quarto trimestre, mas agora eles acreditam que isso deve começar já em setembro, com corte de 0,5 ponto percentual.

“O levantamento captou melhora em relação à política monetária, com alguma antecipação das expectativas para o início da flexibilização monetária e queda de juros”, diz a Febraban. A maioria dos entrevistados (63,2%) acredita que o movimento ocorrerá no terceiro trimestre (ante 38,9% na pesquisa de fevereiro). Depois do corte de 0,5 pp previsto para setembro, os bancos esperam redução de 0,25 pp na reunião do Copom em novembro.

O levantamento também aponta que a maioria dos participantes (68,4%) avalia que a comunicação do Copom foi adequada ao não sinalizar um horizonte de corte da taxa Selic. Para outros 26,3%, o colegiado já poderia condicionar o início da flexibilização em caso de piora da atividade/crédito, dando mais flexibilidade para sua próxima decisão.

Quanto à atividade, pouco mais da metade (52,6%) dos participantes entende que as atuais projeções do Produto Interno Bruto (PIB) estão bem calibradas e o crescimento deve ficar próximo a 1,0% em 2023. O viés das expectativas ainda parece ser de alta, uma vez que 31,6% esperam alguma surpresa positiva, com alta acima de 1,0% no ano.

Em relação às projeções de inflação, cerca da metade (47,4%) dos entrevistados acredita que a inflação deve ficar acima de 6,0% em 2023, com riscos de alta prevalecendo. Outros 42,1% esperam uma inflação entre 5,50% e 6,0%.

Quanto ao aperto monetário nos Estados Unidos, 63,2% dos entrevistados projetam que os juros terminarão o ano entre 5,0% a 5,25%, o que equivale a mais uma alta de 0,25 pp pelo Federal Reserve, apesar dos problemas recentes no setor bancário do país.

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