Ibovespa fecha no vermelho, mas sobe quase 3% na semana; dólar tem queda diária e semanal

Ibovespa anotou alta semanal, apesar da perda desta sexta

O dólar e a bolsa de valores fecharam em queda nesta sexta-feira (15), com o setor varejo entre as maiores quedas do pregão, ajudando a puxar o principal índice da bolsa para baixo. Por outro lado, os papéis de energia fizeram o contrapeso.

A bolsa passou para o campo negativo depois de um início animador, com os investidores motivados pelos dados divulgados pelo IBGE sobre o crescimento das vendas no varejo. Além disso, dados do exterior mostraram que a economia chinesa ganha fôlego.

No final, o Ibovespa fechou em queda de 0,53%, a 118.757,53 pontos, depois de alcançar máxima de 119.780. O índice vinha de quatro altas consecutivas, com avanço de mais de 1% na quinta. Devido aos ganhos anteriores, o principal índice da bola subiu 2,99% na semana e soma alta de 8,22% no ano.

Dólar hoje

Em relação ao câmbio, o dólar fechou perto da estabilidade, mas em queda: – 0,03% na sessão, cotado a R$ 4,8712.

Na semana, a moeda norte-americana perdeu 2,29%, enquanto no ano a desvalorização é de 7,89% em relação ao real.

Ações em alta na bolsa de valores hoje

No campo positivo, as ações de energia se destacavam, com a Coelce liderando os ganhos, com alta de mais de 9%. Entre as empresas relacionadas a commodities, destaque para Irani, de papel e celulose, e CBA, de alumínio. Confira as ações que mais subiram na bolsa de valores hoje.

  • Coelce (COCE5) +9,45%
  • Irani (RANI3) +5,61%
  • Mobly (MBLY3) +5,04%
  • Alliar (AALR3) +5,00%
  • CBA (CBAV3) +4,32%

Ações em baixa

Nesta sexta-feira, as ações do varejo lideram as perdas no Ibovespa. No caso das Casas Bahia, que liderou as quedas, ainda pesa a oferta de ações, que ficou abaixo da expectativa.O Carrefour também ficou entre as maiores quedas. Veja a lista.

  • Via (VIIA3) -13,33%
  • Wiz (WIZC3) -12,42%
  • IRB (IRBR3) -7,24%
  • Infracommerce (IFMC3) -6,85%
  • Carrefour (CRFB3) -6,57%

Os rankings contemplam ações que movimentaram mais de R$ 1 milhão no dia. As cotações foram apuradas entre as 17h20 e 17h25, depois do fechamento, mas podem sofrer alterações.

Bolsas mundiais

As bolsas de Nova York fecharam em baixa em dia notadamente negativo para o setor de tecnologia. O cenário foi de incertezas com o futuro da trajetória de juros dos Estados Unidos, após dados mistos levantarem dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Relatos de pessimismo no setor de chips colaboraram para puxar os três principais índices acionários de Wall Street para baixo.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,83%, aos 34618,6 pontos; o S&P 500 caiu 1,2%, para 4450,30 pontos e o Nasdaq perdeu 1,56%, aos 13708,33 pontos. Em relação à sexta-feira passada (8) o Dow Jones ganhou 0,12%, o S&P 500 cedeu 0,16% e o Nasdaq recuou 0,39%.

As bolsas da Europa fecharam mistas nesta sexta-feira após o clima de cautela em Wall Street ter revertido parte do ímpeto positivo observado nas primeiras horas do pregão, enquanto investidores repercutiam dados fortes na China e apostavam no fim do ciclo de aperto do Banco Central Europeu (BCE).

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 0,50%, aos 7711,38 pontos; em Frankfurt, o DAX subiu 0,56%, aos 15893,53 pontos; em Paris, o CAC 40 avançou 0,96%, aos 7378,82 pontos; em Milão o FTSE MIB teve ganho de 0,08%, aos 28895,39 pontos; em Madri, o Ibex 35 recuou 0,05%, aos 9543,90 pontos; e, em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,38%, aos 6203,91 pontos. As cotações são preliminares.

Vendas no varejo

Dados relacionados à atividade econômica do país estiverem sob escrutínio dos investidores. Segundo o IBGE, as vendas no varejo subiram 0,7% em julho na comparação mensal.

O resultado veio acima da mediana das previsões de especialistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava avanço de 0,5%.

Por outro lado, no varejo ampliado, que inclui materiais de construção, veículos e atacado alimentício, as vendas caíram 0,3%, enquanto os analistas apontavam alta de 0,3%.

Exterior

Dados positivos da China, que mostram aquecimento da segunda maior economia do mundo, também estiveram no foco. Isso porque a produção industrial da China cresceu 4,5% em agosto ante igual mês de 2022. Os dados são do Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS, na sigla em inglês).

Assim, o resultado representa uma aceleração em relação a julho, quando houve expansão de 3,7%, e superou a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam crescimento de 4,1%.

Com informações do Estadão Conteúdo