Safra eleva a ação do Magazine Luiza (MGLU3) para compra e rebaixa a de Casas Bahia (BHIA3)

Banco afirma que Magazine Luiza (MGLU3) deve ter resultados melhores no segundo trimestre e adota 'cautela' sobre Casas Bahia (BHIA3)

O Banco Safra elevou a recomendação de neutro para compra da ação do Magazine Luiza (MGLU3) no Ibovespa. Ao mesmo tempo, rebaixou de compra para neutro as ações da Casas Bahia (BHIA3). Segundo analistas do Safra, o Magalu está melhor posicionado na última tendência do e-commerce de geração de fluxo de caixa livre. Enquanto isso, a concorrente ainda precisa mostrar “sinais de melhora” no turnaround.

Os analistas Vitor Pini e Tales Granello, do Safra, ainda elegem como ‘top pick’ no setor de e-commerce a argentina Mercado Libre. A varejista deve mais uma vez ser o principal destaque da temporada de resultados, segundo relatório, mantendo o posto de “joia do e-commerce” brasileiro segundo o banco.

Postura do Magazine Luiza (MGLU3) ‘gera frutos’, diz Safra

Ao elevar a recomendação do Magazine Luiza (MGLU3) para compra, analistas do Safra explicam que o foco da companhia em geração de caixa “começou a gerar frutos”.

O banco vê espaço para as ações do Magalu subirem até o preço-alvo de R$ 18,50.

O aumento da participação do Magalu no e-commerce, de 23% a 60% entre 2018 e 2023, provocou efeito negativo sobre a margem e caixa da varejista. Mas o impacto negativo foi revertido pela varejista de Luiza Trajano, segundo analistas. A prova foi a divulgação de um caixa operacional de R$ 1,2 bilhão em 12 meses após investimentos, isso no primeiro trimestre.

“Temos uma visão mais construtiva do Magazine Luiza (MGLU3). O foco na geração de caixa — com melhora das margens e dinâmica de capital de giro — deve gerar melhora dos resultados no futuro”, dizem analistas. Isso, portanto, leva ao aumento da recomendação.

O Safra prevê melhora dos resultados da companhia principalmente pelo Ebitda: o lucro operacional bruto deve aumentar em 197 pontos-base. O banco espera resultado melhor do que o divulgado entre janeiro e março.

Para Casas Bahia (BHIA3), Safra define preço-alvo de R$ 7

Por outro lado, ao rebaixar as ações da Casas Bahia (BHIA3), o banco alega que “precisa de sinais mais claros” oriundos do turnaround da companhia.

No mesmo período em que o Magalu (MGLU3) aumentou sua participação no e-commerce, a própria fatia da Casas Bahia neste mercado cresceu de 15% para 40%.

Mas ao contrário do Magalu, a Casas Bahia ainda não reverteu totalmente o cenário de margens menores em geração de caixa e melhora no capital de giro, apesar de ter tido saldo de R$ 500 milhões em fluxo de caixa operacional no último trimestre.

“Quanto à Casas Bahia, apesar da melhora na geração de caixa provocada pelo turnaround, esperamos que margens operacionais mais encorajadoras apoiem o processo de desalavancagem da empresa, e, ao fim, melhores resultados”, escreveram Pini e Granello em relatório.

“Até lá, tomamos uma abordagem mais cautelosa, o que justifica o downgrade (de Casas Bahia; BHIA3)”.

Apesar de observar avanços no acordo com o Bradesco e o Banco do Brasil para ‘reperfilar’ as dívidas da Casas Bahia, o banco afirma que a alavancagem continua a prejudicar a linha fina do balanço da empresa. Analistas projetam que a varejista, assim, deve divulgar resultados negativos mais uma vez sobre o segundo trimestre.

Leia a seguir

Leia a seguir