Bolsas da Europa fecham em alta após dados locais de produção industrial e PPI dos EUA

O foco esteve nos dados de produção industrial da zona do euro e do Reino Unido, além do índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA

As bolsas europeias terminaram o pregão de hoje com ganhos moderados na maioria dos principais índices acionários. O foco hoje ficou por conta de dados de produção industrial da zona do euro e do Reino Unido, além do índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA em março, que mostrou mais desaceleração inflacionária na maior economia do mundo.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,40%, a 464,21 pontos. O destaque de hoje ficou com o CAC 40, índice de referência da bolsa de Paris, que avançou 1,13%, a 7.480,83 pontos. O índice atingiu máxima intradiária de 7.485,59 pontos hoje, maior valor já registrado pelo CAC 40, de acordo com o analista Micheal Hewson, da CMC Markets.

A Louis Vuitton puxou os ganhos na bolsa parisiense, com alta de 5,65%. A fabricante de acessórios de luxo divulgou balanço trimestral e projeções para 2023 que animaram investidores.

Em Frankfurt, o índice DAX terminou o dia com ganho modesto de 0,16%, 15.729,46 pontos, e o londrino FTSE 100 subiu em ritmo similar, de 0,24%, a 7.843,38 pontos.

Entre os principais drivers das bolsas europeias hoje, a produção industrial da zona do euro registrou forte alta de 1,5% em fevereiro, bem acima do ganho projetado de 0,7%. O mesmo indicador do Reino Unido, por outro lado, decepcionou ao recuar 0,2%, quando o consenso apontava alta de 0,2%.

“Os números de hoje [na zona do euro] sugerem que os menores problemas na cadeia de suprimentos ajudou a produção industrial a melhorar recentemente. Espere por uma contribuição positiva da indústria europeia para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre”, projeta Bert Colijn, economista-sênior para a zona do euro do banco ING.

A queda de 0,5% entre fevereiro e março do PPI nos EUA – ante expectativa de estabilidade – também deixou investidores mais propensos a ativos de risco hoje, à medida que a queda inflacionária reduz as chances do Federal Reserve (Fed) prosseguir com o aperto monetário por um período extenso.

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