Bolsas da Europa fecham em queda com temores de recessão e cautela antes do Fed e BCE

Mercados seguem cautelosos antes das reuniões de política monetária do Fed e do Banco Central Europeu (BCE), na próxima semana

Os principais índices acionários da Europa fecharam em queda por conta da cautela dos investidores com as perspectivas econômicas globais. Os mercados esperam pelas reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE), marcadas para a semana que vem.

Após ajustes, o índice Stoxx Europe 600 fechou em queda de 0,62%, a 436,20 pontos.

O FTSE 100, índice de referência da bolsa de Londres, desceu 0,43%, a 7489,19 pontos, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,57%, a 14.261,19 pontos, e o CAC 40, de Paris, registrou retração de 0,41%, a 6.660,59 pontos.

Entre os setores do Stoxx Europe 600, a principal queda ficou com energia, que teve retração de 1,96%. O segmento de serviços financeiros também teve forte queda de 1,44%.

Câmbio

Às 14h, o euro registrava alta de 0,36%, a US$ 1,05055, enquanto a libra avançava 0,54%, a US$ 1,21965. Já o índice DXY, que mede o peso do dólar ante seis moedas de mercados desenvolvidos, operava em queda de 0,37%, a 105,187 pontos.

Expansão surpreendente

A economia da zona do euro teve um crescimento maior do que o estimado anteriormente no terceiro trimestre de 2022 em relação ao mesmo período do ano anterior, mas espera-se que a região entre em recessão no final do ano, segundo a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro teve alta de 2,3% no terceiro trimestre de 2022 ante igual trimestre de 2021, depois de ter expandido 4,2% no segundo trimestre. Já em relação ao trimestre anterior, o indicador cresceu 0,3% no terceiro trimestre.

A produção industrial na Alemanha, incluindo produção em manufatura, energia e construção, caiu 0,1% em outubro, após aumentar 1,1% revisado para cima em setembro, segundo dados do escritório de estatísticas alemão Destatis publicados hoje.

“A produção industrial alemã caiu apenas minimamente em outubro em comparação com setembro, embora os setores intensivos em energia novamente tenham produzido significativamente menos. Nos outros setores, a produção aumentou ligeiramente em média. Depois dos números de hoje, tornou-se ainda mais provável que a economia alemã também não se contraia no quarto trimestre, apesar dos altos preços de energia”, aponta o economista sênior do Commerzbank, Ralph Solveen.