Bolsas da Europa fecham em baixa, observando indicadores e perspectivas para bancos centrais

Bolsas da Europa: principais índices encerram em queda também por conta do payroll dos EUA, que ainda repercute

As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta segunda-feira (5), após duas sessões de altas, seguindo preocupações com a atividade econômica e a postura dos bancos centrais.

Na zona do euro, os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços ficaram abaixo do esperado, enquanto a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a inflação na região segue em um nível elevado.

Índices das bolsas europeias

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,48%, a 459,95 pontos.

Em Frankfurt, o DAX caiu 0,54%, a 15.963,89 pontos.

O CAC 40, de Paris, recuou 0,96%, a 7.200,91 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB teve baixa de 0,78%, a 26.856,85 pontos.

O Ibex 35 teve queda de 0,30%, a 9.288,90 pontos em Madri.

Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,22%, a 5.888,72 pontos.

Fora da zona do euro, em Londres, o FSTE 100 caiu 0,10%, a 7.599,99 pontos.

Setor de serviços esfria ânimo na Europa

Para o analista da Oanda Craig Erlam, uma série de pesquisas de serviços mais fracas pesou sobre o sentimento na Europa no início da semana, enquanto Wall Street está mais confusa. O PMI da zona do euro foi revisado para baixo, mas o do Reino Unido veio ligeiramente melhor do que o esperado.

Na zona do euro, a taxa anual da inflação ao produtor (PPI) desacelerou bem mais do que o previsto em abril, a 1%. Para Erlam, os PMIs de serviços decepcionaram amplamente, apesar de permanecerem em uma posição saudável. “Os números da área do euro tiveram alguns declínios bastante substanciais, embora permanecendo bem acima do nível de 50 que separa o crescimento da contração”, avalia.

Payroll ainda repercute nas bolsas da Europa

Além disso, o analista aponta que os investidores ainda estão digerindo o relatório de empregos de sexta-feira nos Estados Unidos, que não resolveu o debate sobre se o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve fazer uma pausa ou não na alta dos juros antes da reunião da próxima semana.

“Houve pontos positivos e negativos no relatório, mas agora tudo se resume aos dados de inflação da próxima semana”, afirma Erlam.

Lagarde: pressão inflacionária segue forte

No BCE, Lagarde apontou que as pressões sobre os preços “continuam fortes”, com pressões de alta sobre o índice cheio e também o núcleo. Além disso, ela comentou que “não há evidência clara” de que o núcleo do índice de preços ao consumidor já tenha atingido seu pico.