Bolsas da Europa avançam com Fed e CPI da zona do euro menor que esperado

Encontro do Fed é a principal pauta do dia; mercados acompanharam a publicação da leitura preliminar da inflação na zona do euro

Os principais índices acionários da Europa avançam de forma tímida na manhã desta quarta-feira, influenciados pela desaceleração do CPI da zona do euro de janeiro, que cria a expectativa de um aperto monetário mais moderado na região. Os investidores também esperam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), na tarde de hoje, que deve reduzir o ritmo das altas de juros. Amanhã, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE) também divulgam suas decisões de política monetária.

Às 9h30, o índice Stoxx 600 subia 0,28%, a 453,92 pontos.

Enquanto isso, o índice DAX, de Frankfurt, subia 0,21%, o francês CAC 40 registrava valorização de 0,15% e a Bolsa de Londres tinha alta de 0,16%.

Mais cedo, entre os setores do Stoxx Europe 600, o de lazer e turismo tinha alta de 1,07%, enquanto o segmento de serviços financeiros tinha queda de 0,92%.

Euro e libra

No mesmo horário, o euro avança 0,30%, a US$ 1,0895, enquanto a libra tinha alta de 0,02%, a US$ 1,2322. Já o índice DXY, que mede o peso do dólar ante seis moedas de mercados desenvolvidos, descia 0,24%, a 101,86 pontos.

Aumentos de 0,25 p.p.

O encontro de política monetária do Fed é a principal pauta do dia. De acordo com os contratos futuros dos Fed Funds, uma alta de 0,25 ponto percentual já está praticamente certa, com 99,9% de probabilidade.

Os investidores esperam ter mais pistas sobre as intenções futuras do banco central americano. Para a reunião de março, a probabilidade de mais um aumento de 0,25 ponto percentual tem 81,8% de probabilidade, enquanto uma pausa nos ciclos de alta das taxas, com uma manutenção em 4,50-4,75% tem 17,1% de probabilidade.

Inflação preliminar

No continente europeu, os mercados acompanharam a publicação da leitura preliminar do CPI da zona do euro do mês de janeiro. O indicador registrou alta de 8,5% em base anual, conforme divulgou na manhã desta quarta-feira a Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia.

O resultado mostrou uma desaceleração em relação ao mês de dezembro, que havia registrado alta de 9,2%. O indicador também ficou abaixo do consenso projetado por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, que projetavam uma alta de 9,1%.

Já o núcleo do CPI registrou alta de 5,2% em base anual, mesmo número registrado em dezembro e ligeiramente acima do consenso de 5,1%, que foi projetado por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”.

“O declínio surpreendentemente forte da taxa de inflação na zona do euro em janeiro para 8,5% provavelmente alimentará as esperanças entre muitos de que o BCE talvez não aumente suas principais taxas de juros tanto quanto o esperado anteriormente. Mas não há razão para isso. A pressão ascendente subjacente sobre os preços não diminuiu; o núcleo da inflação manteve-se em alta de 5,2%”, apontou o economista-sênior do Commzerbank, Christoph Weil, em relatório.

Desemprego

Já a taxa de desemprego foi de 6,6% em dezembro na zona do euro, inalterada em relação a novembro, de acordo com a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, indicando a força do mercado de trabalho mesmo com o esfriamento da economia.