Bolsas de NY: Dow Jones e S&P 500 caem após pedidos de seguro-desemprego e produção industrial; Nasdaq sobe

Otimismo crescente com as negociações do teto da dívida atenuam perdas nesta quinta (18)

Voláteis, os índices das bolsas de Nova York operam sem sinal único nesta quinta-feira (18), pressionados após a divulgação de dados do mercado de trabalho e da atividade industrial dos EUA. Por outro lado, o otimismo crescente com as negociações do teto da dívida dos EUA impulsiona de certa forma o sentimento de risco nas mesas de operações, limitando as perdas.

Às 10h40 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,19%.

O S&P 500 descia 0,03%.

Já o Nasdaq subia 0,33%.

Papéis do Walmart (+2,65%) e da Bath & Body Works (+9,32%) avançavam, após relatórios de balanços agradarem o mercado.

Pedidos de seguro-desemprego

Os pedidos de seguro-desemprego nos EUA caíram a 242 mil, abaixo do esperado por analistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de 250 mil.

Segundo a High Frequency Economics (HFE), os dados mostram que a demanda por trabalhadores continua forte e as demissões ainda não estão aumentando. Isso seria uma sinalização de que o Federal Reserve (Fed) poderia ter que apertar mais a fim de arrefecer o mercado de trabalho.

Índice de produção industrial

Já o índice de atividade manufatureira na área da Filadélfia permaneceu negativo mas subiu em relação ao mês anterior, chegando a -10,4 pontos em maio, contra -31,3 pontos em abril.

“As pesquisas regionais do Fed continuam sinalizando fraqueza contínua na manufatura. O setor fabril continua enfrentando obstáculos devido à demanda mais fraca por bens e custos de empréstimos mais altos”, diz a HFE.

Política fiscal americana

No âmbito da política fiscal, ontem, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse estar “confiante” de que conseguirá fechar um acordo para aumentar o teto da dívida a fim de evitar um default. A declaração aconteceu em coletiva antes do embarque de Biden em avião rumo ao Japão, onde irá participar da reunião do G7, em Hiroshima.

Analistas do IG comentam à Dow Jones Newswires que Biden e o líder republicano Kevin McCarthy concordaram em negociar diretamente e com equipes menores “de uma maneira que aponta para o progresso em direção a um acordo”.

Contudo, “no curto prazo, a disputa contínua sobre o aumento do teto da dívida dos EUA provavelmente será de maior importância para os mercados de capitais”, diz analista de crédito sênior da LBBW, Michael Koehler, àq Dow Jones Newswires.

Ele acredita que a resolução da disputa do teto da dívida nem sempre é sem atrito e pode ter efeitos negativos nos mercados.

“A incerteza causada pelo debate sobre o teto da dívida em 2011 não apenas levou a uma queda no mercado de ações, mas também a um aumento significativo do spread nos spreads corporativos do euro”, completa ele.

Possível calote

Para o BMO, a política e as implicações de um possível calote dos EUA continuam a definir a agenda. “Nossas expectativas são de um processo pouco significativo em um acordo de dívida até a próxima semana, no mínimo”, analisa o banco canadense.

“Apesar da agenda de viagens de Biden, há urgência suficiente em torno da questão no momento para que os investidores renovem a confiança na capacidade de Washington de chegar a um acordo que trará o governo federal de volta à beira do calote. Embora ambos os lados da negociação tenham sido inflexíveis na busca de um acordo de longo prazo, até mesmo um compromisso que torne isso um problema do quarto trimestre seria adotado pelo mercado”, completa.