Bolsas dos EUA fecham sem direção única com inflação perdendo ritmo e consumo forte

Os dados divulgados pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos também mostraram que os gastos com consumo continuam firmes no país

Os três principais índices acionários de Wall Street abriram a sessão de hoje sem uma mesma direção, em dia em que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) indicou uma desaceleração da inflação.

No fim da sessão, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,56%, a 34.395,01 pontos, enquanto o S&P 500 exibiu perdas de 0,09%, a 4.076,57 pontos, e o Nasdaq se descolou dos pares e avançou 0,13%, a 11.482,45 pontos.

Entre os índices setoriais do S&P 500, apenas três fecharam em alta, com destaque para serviços de comunicação, com ganhos de 0,29%. As ações da Netflix avançaram 3,74%, depois de relatos de que a empresa expandiria um programa de feedback para seus filmes e séries.

Na ponta das perdas, o setor financeiro registrou perdas de 0,71%, em meio à fraqueza dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. Perto das 18h35, o yield da T-note de dez anos operava em queda, a 3,517%, de 3,606% do fechamento da última sessão.

Momento de moderar juros pode ter chegado

“Ele confirmou que ‘o momento de moderar o ritmo dos aumentos das taxas pode chegar já na reunião de dezembro’, o que consolidou as expectativas de que o Fed se afastará dos aumentos de 0,75 ponto percentual que perseguiu nas últimas quatro reuniões em favor de um ritmo mais lento ritmo de 0,50 ponto percentual.”

Indicadores

A sessão de hoje também foi marcada pela divulgação do PCE, gastos com consumo e renda pessoal. Enquanto os preços deram sinais de desaceleração, o consumo e a renda se mantiveram fortes.

“Com CPI, PPI, preços de importação e agora, mais significativamente, o núcleo deflator do PCE apontando para o enfraquecimento das pressões de preços, a mensagem ‘hawkish’ [mais favorável ao aperto monetário] do Federal Reserve está sendo questionada pelo mercado”, escreveu James Knightley, economista-chefe do ING para assuntos internacionais.

“É certo que o consumidor ainda está gastando, mas parece que o poder de precificação está moderado e pode não haver necessidade de um período prolongado de altas taxas”, completou.