Pressionado por IPCA, Ibovespa cai 1,33%; em alta, dólar fecha a R$ 4,98

Ibovespa recua diante de inflação acima do esperado pelo mercado e quedas acentuadas de Totvs (TOTS3) e MRV (MRVE3); dólar bate R$ 5 na máxima

A bolsa de valores hoje operou em queda, com os investidores repercutindo a divulgação do índice de inflação, o IPCA, apresentado nesta quinta-feira (8). Dados de preços ao consumidor amplo vieram acima das expectativas do mercado, pressionando papéis ligados ao consumo. Assim, o Ibovespa registrou queda de 1,33%, cotado a 128.216,92 pontos ao final do pregão.

O dólar, por outro lado, fechou em alta de 0,53% contra o real, e terminou o pregão cotada a R$ 4,9948. No pregão anterior, o principal índice da bolsa fechou em queda de 0,36%. Entenda os motivos da queda do índice na quarta-feira (7).

Ibovespa hoje

O Ibovespa hoje sofreu com o aumento dos juros futuros na ponta mais longa, levando à queda de ações mais voltadas para a economia doméstica.

Entre os destaques, contudo, as ações da Petz (PETZ3) se mantiveram em alta até o final do pregão. O papel da varejista saltou 4,05% no Ibovespa.

Algumas empresas do setor de mineração e siderurgia também apresentaram bom desempenho no índice hoje. A Usiminas (USIM5) subiu 1,18%, enquanto a alta da CSN Mineração (CMIN3) registrou alta de 1,07%.

As cotações acompanharam a alta do minério de ferro no exterior, notou a Ativa Investimentos. Na bolsa de Singapura, a commodity subiu 2,21%, cotada a US$ 127 por tonelada.

Por outro lado, entre os destaques negativos, a Totvs (TOTS3) registrou queda de 9,65% após a divulgação do balanço do quarto trimestre antes da abertura do mercado. Na visão de analistas do Itaú BBA, a empresa de tecnologia apresentou um resultado fraco para o período.

O resultado operacional (Ebitda) da Totvs para o quarto trimestre foi de R$ 225 milhões, com margem de 23,9%, abaixo da estimativa do banco. Mesmo assim, o Itaú BBA manteve a recomendação de compra para o papel.

Outra ação que pesou contra o Ibovespa foi a da MRV (MRVE3). O papel caiu após o UBS BB rebaixar a recomendação da ação de compra para neutro. A principal justificativa foi a preocupação do impacto de emissões de crédito no fluxo de caixa livre da construtora.

O UBS BB cortou o preço-alvo de MRV (MRVE3) de R$ 20 para R$ 8,5 na projeção de 12 meses.

Dólar hoje

O dólar avançava ante o real no pregão desta quinta, com alta de 0,53%. Ao longo do dia, a moeda norte-americana ganhou força contra a divisa brasileira.

Assim, o dólar chegou a ultrapassar R$ 5 na máxima do dia, mas perdeu força e fechou cotado a R$ 4,9948.

Da mesma forma, o dólar ganhou força no cenário internacional. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda contra uma cesta de pares importantes como o iene e o euro, subiu 0,10%, a 104,165 pontos.

Melhores ações da bolsa de valores hoje

Considerando todos os índices da Bovespa, a melhor ação da bolsa de valores hoje foi a da Oi (OIBR4). O papel preferencial da operadora angariou alta de 17,44% na bolsa. O volume de transações total para o ativo nas negociações desta quinta-feira foi de R$ 2,29 milhões.

Veja a seguir as cinco principais ações em alta da Bovespa. A lista inclui apenas papéis que movimentaram um valor de R$ 1 milhão ou mais no intraday.

  1. Oi PN (OIBR4): +17,44%
  2. Oi ON (OIBR3): +11,63%
  3. Banco BMG PN (BMGB4): +6,28%
  4. Plano&Plano (PLPL3): +3,81%
  5. Santos Brasil ON (STBP3): +3,35%

Piores ações da bolsa de valores hoje

A pior ação do dia foi a de Gafisa (GFSA3). O papel da incorporadora desabou 21,40%, um dia após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) negar o pedido da gestora Esh para interromper a convocação de AGE (Assembleia Geral Extraordinária) dos acionistas da Gafisa.

Confira as piores ações da bolsa de valores hoje (08/02)

  1. Gafisa ON (GFSA3): -24,59%
  2. Totvs ON (TOTS3): -9,77%
  3. MRV ON (MRVE3): -9,46%
  4. JHSF ON (JHSF3): -7,17%
  5. Dasa ON (DASA3): -6,62%

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York, por outro lado, fecharam em alta nesta quinta-feira, à medida que o salto de mais de 11% da Walt Disney, após balanço, se contrapôs à pressão dos Treasuries, que reagiram aos sinais de resiliência do mercado de trabalho nos EUA. Apesar dos ganhos limitados, o S&P 500 chegou a alcançar a inédita marca de 5 mil pontos nos instantes finais do pregão, mas encerrou abaixo desse nível.

No fim, o índice Dow Jones subiu 0,13%, aos 38.726,33 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,06%, aos 4.997,91 – ambos em novos patamares recordes. No pico do dia, o S&P 500 tocou os 5.000,40 pontos. O Nasdaq avançou 0,24%, a 15.793,71 pontos.

Bolsas da Europa

Os mercados europeus não registraram movimento único nesta quinta-feira (8), em tentativa de recuperação parcial após perdas no dia anterior. Nesta quinta, vários balanços corporativos estiveram em foco, em dia fraco na agenda de indicadores da região. Além disso, declarações de banqueiros centrais seguiam no radar.

Na Inglaterra, o FTSE 100 caiu 0,45% aos 7.594,21 pontos. Já no continente, o indice DAX (Frankfurt) subiu 0,25%, aos 16.963,83 pontos, enquanto o CAC 40 (Paris) avançou 0,71%, aos 7.665,63 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,28%, aos 31.064,15 pontos.

Por fim, o Ibex 35 (Madri) teve alta de 0,17%, aos 9.905,40 pontos. E o PSI 20 (Lisboa) cedeu 1,12%, aos 6.112,79 pontos.

Com informações do Estadão Conteúdo