Apple pode chegar a avaliação recorde de US$ 4 trilhões em 2024

O iPhone deve continuar sendo a coroa da companhia, com 220 milhões a 230 milhões de dispositivos vendidos no ano fiscal de 2024, que termina em setembro

A Apple pode ser a primeira empresa de capital aberto do mundo a atingir a marca de US$ 4 trilhões de avaliação de mercado em 2024, mantendo a fabricante do iPhone como a companhia com o maior valuation do mundo, segundo projeções realizadas pelo analista Dan Ives, da consultoria WedBush.

Ives aponta que as vendas da família do iPhone 15 devem continuar altas, impulsionadas pela temporada de compras do fim de 2023. O smartphone deve continuar sendo a coroa da companhia, com 220 milhões a 230 milhões de dispositivos vendidos no ano fiscal de 2024 (que termina em setembro), diz o analista.

Nos últimos meses, Ives vem falando que a Apple deve ver uma onda de atualizações de iPhone. Estimativas da WedBush apontam que cerca de 250 milhões de smartphones da marca devem ser atualizados nos próximos meses, o que pode impulsionar o resultado da companhia.

Crescimento no setor de serviços

Além disso, o crescimento no setor de serviços deve continuar nos próximo ano, alavancando a Apple.

Na última década, a companhia vem avançando na categoria de streaming de música, filmes e séries, jogos, exercícios e nuvem. Juntos, esse setor se tornou a segunda maior categoria para a Apple, atrás do iPhone.

“Em uma avaliação da soma das partes, acreditamos que o negócio de Serviços vale de US$ 1,5 trilhão a US$ 1,6 trilhão em uma base independente, e essa reavaliação é uma dinâmica fundamental para as ações (da Apple) nos próximos trimestres”, escreveu Ives em nota a investidores.

“Com um negócio de iPhone em crescimento novamente até 2024, na esteira do que consideramos o início de um novo mercado de tecnologia em alta, a Apple está preparada para ter um ano forte pela frente.”

Atualmente, a Apple é avaliada em cerca de US$ 3 trilhões. Em janeiro de 2022, a empresa foi a primeira do mundo a bater o valor de US$ 3 trilhões. Em agosto de 2020, ultrapassou a marca de US$ 2 trilhões e, em agosto de 2018, de US$ 1 trilhão – a companhia também foi a primeira ao quebrar esses recordes.

Com informações do Estadão Conteúdo