Cinco erros que detonam a reserva de emergência

Guarde essas dicas no coração e na porta da geladeira

Cinco erros que detonam a reserva de emergência
– Ilustração: Marcelo Andreguetti/Inteligência Financeira

Pontos-chave

  • Reserva de emergência não deve bancar gastos previstos
  • Fuja de investimentos arriscados
  • Tenha entre três e seis meses da sua renda líquida guardada. Não carece mais do que isso

Você provavelmente já ouviu falar em reserva de emergência. É aquele dinheiro que os planejadores financeiros recomendam que você tenha para cobrir algum fato inesperado, como a morte de um parente. Tudo muito simples no papel. Mas existem alguns erros que podem minar este plano. Listamos os cinco equívocos mais comuns para que você fique esperto e não repita eles com a sua reserva.

1. Classificar tudo como emergência 

A reserva de emergência deve ser usada em imprevistos, mas será que devemos recorrer a ela em todos os eventos inesperados? Para Henrique Castro, professor de finanças da FGV EESP (Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), as emergências devem ser encaradas como eventos extraordinários, como a perda do emprego. É claro que há muito espaço para debate sobre a classificação dos imprevistos, mas o resumo é: use sua reserva com (muita) moderação e somente em caso de real necessidade. 

2. Gastar a reserva em algo previsível 

Janeiro está chegando e com ele o drama de muitas pessoas para pagar IPVA, seguro e matrícula de escola. Alguns podem recorrer à reserva de emergência para quitar essas dívidas, mas aí está um erro, já que estas são despesas previsíveis. Vale lembrar que comprar uma casa ou um carro também não é um imprevisto. O recado de Jurandir Macedo, planejador financeiro e professor de finanças pessoais da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) é: “nossa reserva para imprevistos precisa ser usada para imprevistos”. Dica simples, não?

3. Correr riscos

Se algo acontecer, você quer que o dinheiro reservado para esta emergência esteja lá, certo? Portanto, não é indicado fazer investimentos arriscados, já que nunca se sabe quando seu resgate se fará necessário. Outro ponto: se tem risco, é porque você pode perder. E sua verba para emergências não pode diminuir. A recomendação é que você use outra parte do seu dinheiro, que não seja a reserva de emergência, para isto. Um lembrete do professor Jurandir Macedo, da UFSC: “A reserva de emergência existe para te tirar de um imprevisto, não para te deixar mais rico”. 

4. Guardar mais que o necessário 

A indicação mais comum é que a reserva deve cobrir seis meses dos gastos mensais do investidor. Mas, para Macedo, se o investidor trabalha em uma área aquecida, tem um bom salário e não vê a possibilidade de ficar desempregado por muito tempo, três meses de cobertura são suficientes. A explicação é que a reserva deva ir para aplicações com baixo ou nenhum risco. Mas isso tem um custo, o custo de não se ter uma boa rentabilidade. Ao deixar de investir em opções mais vantajosas quem poupa pode deixar de ganhar. 

5. Confundir os tipos de reserva

Macedo recomenda que você divida suas reservas em três partes: uma para bancar seus sonhos, como casamento e viagens; outra para a aposentadoria; e, é claro, a reserva de emergência em si.  Considere também que os tipos de reserva até permitem níveis de riscos, mas cada uma no seu quadrado. 


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