Black Friday: 5 dicas para não cair em ciladas

Saiba como organizar seu orçamento, não ceder às tentações e identificar possíveis fraudes

Ciladas da Black Friday
– Ilustração: Marcelo Andreguetti

Pontos-chave

  • E-commerces brasileiros devem movimentar R$ 6,38 bilhões na data
  • Listar as compras te ajuda a organizar o orçamento e não cair em tentações
  • Monitore os preços, desconfie de ofertas milagrosas e conheça seus direitos

Na próxima sexta-feira, 26 de novembro, acontece a Black Friday, uma das datas mais importantes para o varejo. De acordo com um estudo feito pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), os e-commerces do Brasil devem movimentar R$ 6,38 bilhões apenas nas 24 horas da data. A estimativa representa um crescimento de 25% sobre o faturamento registrado em 2020.

Além disso, outro ponto chama atenção: segundo a empresa de segurança ClearSale, as práticas de fraude no Brasil devem crescer 52% neste ano, passando de 22 mil pedidos fraudulentos para 34 mil entre os dias 25 e 26 de novembro. “Hoje as informações chegam de vários meios, muitas vezes de fontes desconhecidas e sem credibilidade. É um momento que traz boas oportunidades para o consumidor, mas ao mesmo tempo existe um histórico de fraudes. A cautela deve ser redobrada”, ressalta Fernando Dantas, sócio da área de Contencioso e Arbitragem do escritório Mattos Filho.

Em paralelo, muitos esperam essa época para fazer as compras do final de ano. É aí que ter um controle do orçamento se torna fundamental. “É um período de tentações. O comércio fica agitado com campanhas de marketing e muitos estímulos que acabam mexendo com o nosso emocional, que está muito ligado às compras”, ressalta Patricia Palomo, planejadora financeira CFP pela Planejar. 

Ou seja, durante esse período você deve ficar atento para não cair em ciladas ou extrapolar o planejamento. Separamos cinco dicas para te ajudar:

1. Liste suas compras

Listar o que você pretende comprar nessa data te ajuda a ter foco, não cair em tentações e ter uma ideia do quanto irá gastar. “Quando você coloca em uma lista os itens que têm interesse, está limitando suas compras. Isso te dá um certo controle. Ainda sugiro que você escreva uma pequena justificativa ao lado de cada item. Será um bom exercício para saber o que está motivando suas compras, eliminando alguns itens que não são tão necessários”, ressalta Patricia.

2. Monitore os preços

Muitas empresas aumentam gradativamente o preço de produtos antes da Black Friday para oferecer “descontos” mais chamativos na data oficial. Assim, criam falsas promoções e acabam atraindo consumidores desatentos. “Hoje existem ferramentas de busca que mostram o histórico do preço médio dos itens. Pesquise, se informe e olhe alguns meses atrás para entender o comportamento de preço daquele produto”, diz Patricia.

3. Desconfie de ofertas milagrosas

A Black Friday realmente traz bons descontos, mas desconfie de ofertas muito mirabolantes. “O consumidor precisa ficar ligado nos “milagres” desse período. Uma TV de última geração por R$100 não existe. Essas ofertas são fraudes disfarçadas e o olhar precisa ser minucioso. Descontos irreais dificilmente acontecem, sobretudo em bens de consumo duráveis”, ressalta Fernando.

4. Pesquise sobre a empresa

Dê preferência para as compras em lojas consolidadas. Se mesmo assim se interessou por um produto de uma empresa desconhecida, pesquise o histórico e avalie a reputação dos vendedores. Em sites como Reclame Aqui e Consumidor.gov.br, você pode checar os dados da loja, a confiabilidade da URL e descobrir se ela está na lista de empresas fraudulentas do Procon-SP. “Prefira comprar em lugares que você já comprou antes ou que tem pessoas confiáveis que já compraram. Vítimas de golpes podem acionar a justiça, mas são processos demorados. Prevenir é o melhor caminho”, alerta Fernando.

5. Conheça seus direitos

Você tem direitos diferentes para compras online e físicas. Se informe, pesquise e entenda o que pode ou não ser feito. Compras realizadas presencialmente não dão direito ao arrependimento, por exemplo. Já as compras online permitem o cancelamento e devolução em até sete dias. Em caso de defeito, o prazo se estende para 30 dias ou até mais, dependendo da política da empresa. Já a propaganda enganosa é crime no Brasil e pode ser denunciada ao CONAR.


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