Guedes diz que crescimento não vai ser o problema, mas sim a inflação

Ao ser questionado sobre o câmbio, o ministro afirmou que os “ruídos políticos” têm influenciado negativamente o desempenho da moeda

Paulo Guedes, ministro da Economia
Foto: Alan Santos/PR

Pontos-chave

  • A inflação, apesar de ser o problema, não deve piorar, na avaliação do ministro.
  • Guedes acredita que inflação não vai piorar porque a economia está se movendo de acordo com fundamentos.
  • Entre os fundamentos que estão sendo respeitados, na avaliação de Guedes, está o arcabouço fiscal, com as despesas primárias terminando este ano em 19,5% do PIB e em 17,5% no ano que vem. Já o déficit primário “ficará perto de 0% [do PIB]” em 2022.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o crescimento da economia “não será o problema” do Brasil. “O problema é a inflação”, disse em inglês em entrevista, realizada na terça-feira (12), à Bloomberg. O ministro está em Washington, capital dos Estados Unidos, para participar da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo ele, as projeções para o crescimento do Brasil “têm sido constantemente erradas”. “Acho que as projeções errarão de novo”, afirmou.

Quando foi questionado sobre uma possível extensão do auxílio emergencial, o ministro disse que isso só ocorrerá “se uma nova variante [do coronavírus] aparecer”. Guedes chamou a atenção para os planos de privatização do governo federal, citando os Correios e a Eletrobras. “Estamos vendendo aeroportos, avançando em [desestatização de] rodovias, empresas públicas”, disse. “Estamos privatizando.”

De acordo com o ministro, “o Brasil está aberto para negócios”, afirmando também que o país é o quarto maior receptor de investimento estrangeiro em todo o planeta.

A inflação, apesar de ser o problema, não deve piorar, na avaliação do ministro. “Não acho que vai piorar porque estamos nos movendo de acordo com fundamentos”, disse. Entre os fundamentos que estão sendo respeitados, na avaliação de Guedes, está o arcabouço fiscal, com as despesas primárias terminando este ano em 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e em 17,5% no ano que vem. Já o déficit primário “ficará perto de 0% [do PIB]” em 2022.

Ao ser questionado sobre o câmbio, o ministro afirmou que os “ruídos políticos” têm influenciado negativamente o desempenho da moeda. “Os fundamentos estão de acordo, a política monetária está no fundamento, o Banco Central está subindo juros”, disse.


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