Em pronunciamento, Bolsonaro critica governadores e passaporte da vacina

Em fala gravada para ser exibida na sexta (31), presidente defendeu ações adotadas pelo governo na pandemia, com ênfase nas medidas econômicas

Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar governadores, o passaporte da vacina e a imunização em crianças em pronunciamento de seis minutos que foi exibido às 20h30 do último dia do ano. O mandatário também defendeu as ações adotadas pelo governo durante a pandemia, com ênfase nas medidas econômicas.

Na fala, gravada na última segunda-feira (27), horas antes de embarcar para passar férias na praia em Santa Catarina, Bolsonaro também fez menção à situação das vítimas das enchente na Bahia. O presidente tem sido criticado por não visitar a região enquanto aparece andando de jet ski e em visitas a locais como o parque Beto Carrero World.

“Lembro agora dos nossos irmãos da Bahia e do norte de Minas Gerais, que neste momento estão sofrendo os efeitos de fortes chuvas na região”, disse Bolsonaro. “Desde o primeiro momento, determinei que os ministros João Roma (Cidadania) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) prestassem total apoio aos moradores desses mais de 70 municípios atingidos.”

Ao falar da covid-19, Bolsonaro afirmou que “o governo federal dispensou recursos bilionários para que Estados e municípios se preparassem para enfrentar apandemia”.

“Com a política de muitos governadores e prefeitos de fechar comércios, decretar lockdown e toque de recolher, a quebradeira econômica só não se tornou uma realidade porque nós criamos o Pronampe e o BEM, programas para socorrer as pequenas e médias empresas, bem como fomentar acordos entre empregadores etrabalhadores, para se evitar demissões. Com isso, mais de 11 milhões de empregos foram preservados”, afirmou.

Com a popularidade em baixa entre os eleitores de menor renda, Bolsonaro lembrou o pagamento do auxílio emergencial no ano passado, que, segundo ele, equivaleu a mais de 13 anos de gastos com o Bolsa Família.

“Mostramos nossa identidade ao socorrer os mais humildes, que tinham sidoa bandonados pelos que mandavam fechar tudo”, afirmou.

O presidente lembrou da vacinação, afirmando que o país encerrou o ano com 380 milhões de doses distribuídas à população. “Todos os adultos que assim desejaram foram vacinados no Brasil. Fomos um exemplo para o mundo”, afirmou.

Ele, porém reafirmou sua posição contra o passaporte vacinal e por restrições àvacinação de crianças menores de 11 anos. “Não apoiamos o passaporte vacinal nem qualquer restrição àqueles que nãodesejam se vacinar”, disse. “Também, como anunciado pelo ministro da Saúde, defendemos que as vacinas para as crianças entre 5 e 11 anos sejam aplicadas somente com o consentimento dos pais e prescrição médica. A liberdade tem que ser respeitada.”

Bolsonaro também citou em sua fala o Auxílio Brasil, programa criado para dar uma marca social a seu governo e substituir o Bolsa Família, que se tornou um ícone da gestão do petista Luiz Inácio Lula da Silva. “Já começamos a pagar o Auxílio Brasil, com valor mínimo de R$ 400, programa melhor e mais abrangente do que o antigo Bolsa Família, onde a média era de apenas R$ 190”, afirmou. “O Auxílio Brasil vai ajudar 17 milhões de famílias mais necessitadas a superar suas necessidades econômicas e sociais agravadas pela pandemia.”

No mesmo dia em que gravou o vídeo, Bolsonaro previu que haveria “um superpanelaço” durante a exibição do material. E ironizou a “esquerda”, a quem atribui os protestos, afirmando que as manifestações se devem ao fato de que o país está “há três anos sem corrupção”.


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