Roupa é investimento? Saiba o que a família real britânica pode te ensinar sobre isso

O dia em que uma meia furada do rei da Inglaterra deu uma aula sobre dinheiro

A meia do rei estava furada. Esta foi a notícia da família real não só de tabloides, como de jornais sérios do Reino Unido. Charles, o rei, tirou os sapatos para uma cerimônia oficial numa mesquita em Londres e pronto lá estava o furo na meia do rei aparecendo sem cerimônia para os súditos ingleses.

Mas por que falar sobre a meia velha do rei numa coluna de investimentos? Porque as colunas de quem entende de moda e realeza me fizeram pensar sobre todas as formas de investimentos na vida e por que não, roupas.

Meias puídas, casacos remendados

Ok, explico melhor sobre o caso da família real. Os especialistas assinaram algumas dezenas de colunas em jornais dizendo que, entre as classes mais altas, como a aristocracia e a realeza, pegava bem usar roupas antigas, meias puídas e até casacos remendados.

Uma dessas matérias estampou: meias puídas, gola desfiada, terno desleixado, jaqueta remendada, sapatos de couro amassado e cerzidos são indicadores de um guarda-roupa das classes mais altas.
Trata- se de uma forma de mostrar que essas pessoas não herdaram apenas brasões de suas famílias.

Estranho? Para nós plebeus sim. Mas observe que o pai de Charles, o príncipe Philip, usou por 70 anos os sapatos que comprou quando se casou com a rainha Elizabeth. Se você considerar que este par de sapatos da família real custou o equivalente a R$ 4 mil pode se dizer que foi um bom investimento sim, afinal é se diluir o valor pelo tempo de uso foi uma pechincha, não é mesmo?

No Telegraph, um dos mais importantes jornais do Reino Unido, duas fotos do rei Charles com o mesmo casaco ilustravam a matéria. A primeira, tirada em 1985; e a segunda, vinte anos depois. Nos dois casos ainda era o príncipe Charles.

Investindo no guarda-roupa

Quem entende de moda diz, contudo, que para seu guarda-roupa se revelar um bom investimento são necessários alguns cuidados. Portanto, observe os pontos a seguir se você quiser fazer das suas roupas um verdadeiro patrimônio:

1. Procure privilegiar as roupas clássicas, aquelas que não saem de moda

No mercado financeiro seriam os fundos de investimento DI, investimento para toda hora, conservadores e que servirão de base para sua carteira. No caso, o guarda-roupa.

2. Renda fixa nunca sai de moda

As cores neutras, como preto, o exemplo mais recorrente, tendem a ser mais valorizadas quando o tema é investir em roupas. Tipo renda fixa, nunca sai de moda. um juro básico.

3. Durabilidade da peça

Ao contrário de ativos financeiros, neste terreno de investimento não importa muito o quanto você paga pela peça, mas principalmente sua durabilidade.

No mundo dos gestores de carteira é a estratégia conhecida como buy and hold, ou seja, você compra pensando em manter em carteira e não vender.

4. Não se assuste se houver alguns estragos nas peças ao longo do tempo

O importante é ir nos lugares certos para fazer o conserto sem estragar a peça. Você sabe, qualquer investimentos também passa por momentos de crise e com seu guarda-roupa não seria diferente.

5. Diversifique seu guarda-roupa

Como toda carteira de investimento, diversifique. Deixe uma parcela de seu guarda-roupas para peças mais coloridas, de menor valor, mas que estejam mais em sintonia com a moda.

Seria a classe de ativos alternativa, de maior risco, mas que se combinada com uma peça clássica pode ter um efeito espetacular e fazer de você um ícone fashion.

6. Retorno

E o retorno desse investimento, como se mede? Bem, os especialistas em realeza não chegaram a esse detalhe.

Mas se contabilizarmos a economia que faremos em tempo em dinheiro nesse processo de ter que renovar o guarda-roupa periodicamente acho que já pode ser apurar um bom ganho. Arrisco a dizer que pode até ser chamado de um dos portos seguros para seu dinheiro.