Desaceleração global pressiona ativos de risco: dólar sobe e bolsas caem

Aversão a risco domina mercados após sinais de desaceleração global

Após os principais bancos centrais do mundo indicarem preocupação com a desaceleração de suas respectivas economias, o apetite recente do investidor por ativos de risco desapareceu.

Na quinta-feira, o dólar mostrou recuperação (no Brasil interrompeu o rali do real), enquanto os índices acionários mundo afora também exibiram desvalorização.

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    A manhã de hoje dá sinais de uma continuidade do observado ontem, com os futuros do S&P 500 e do Nasdaq em queda respectiva de 0,20% e 0,26%, e com o dólar exibindo leve apreciação frente a maioria das moedas mais líquidas.

    É neste contexto que os agentes financeiros devem acompanhar hoje comentários do presidente do Federal Reserve (Fed) de Nova York, John Williams, em um dia de agenda de dados econômicos bastante vazia.

    Se o presidente do Fed de Nova York ajudar a crescer a perspectiva da desaceleração menos gradual da economia americana, o movimento pode até se tornar mais consistente, e as taxas dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) podem recuar com possível maior demanda pelos ativos.

    Nesta manhã, o retorno do título americano de 10 anos caía de 4,235% para 4,224%.

    Para além do mencionado, hoje, no Brasil, os investidores devem se manter atentos à divulgação do Relatório Bimestral de Despesas e Receitas a ser divulgado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, às 15h30 (horário de Brasília).

    Só após a divulgação do documento é que o governo poderá abrir espaço no limite de gastos para acomodar despesas neste ano. Lembrando que ontem, o Congresso aprovou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2025, com alterações significativas em relação ao que havia sido enviado em agosto do ano passado pelo governo.

    Uma maior preocupação com o fiscal no Brasil pode apagar a melhora que os ativos locais vinham apresentando no começo deste ano, já que a ausência de ruídos em torno do tema permitiu que os mercados acompanhassem a dinâmica global (que era por maior apetite a risco).

    Agora com o cenário externo desfavorável, questões idiossincráticas podem ganhar mais relevância e atrapalhar uma recuperação adicional dos ativos brasileiros.

    *Com informações do Valor Econômico

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