Via (VIIA3) sai de lucro para prejuízo líquido de R$ 297 milhões no 1º trimestre

As vendas brutas totais (GMV) da varejista subiram 2,6% no período

A Via (VIIA3), dona da Casas Bahia e Ponto (antigo Ponto Frio), registrou prejuízo líquido de R$ 297 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo o lucro de R$ 18 milhões reportado no mesmo intervalo de 2022.

A receita líquida da companhia caiu 0,6% em um ano, para R$ 7,3 bilhões. Por outro lado, as vendas brutas totais (GMV) somaram R$ 10,9 bilhões de janeiro a março, alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O e-commerce, com vendas próprias (1P), registrou leve queda de 0,2% no ano, para R$ 9,48 bilhões. Já as vendas do marketplace, com vendas de terceiros (3P), cresceram 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com faturamento de R$ 1,46 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 675 milhões no trimestre, leve avanço de 0,2% na base anual, com margem Ebitda ajustada de 9,2%, crescimento de 0,1 ponto.

A Via encerrou o primeiro trimestre com resultado financeiro líquido negativo em R$ 827 milhões, aumento de 93% em relação ao resultado negativo do ano anterior. As receitas financeiras chegaram a R$ 26 milhões, o dobro do ano anterior, enquanto as despesas financeiras cresceram 70,8%, para R$ 857 milhões nos primeiros três meses do ano.

Entre os destaques do trimestre, está o banQi, serviço de pagamentos da Casas Bahia, mostrou crescimento de 41% na abertura de novas contas em relação ao registrado no primeiro trimestre de 2022, somando 6,8 milhões no final de março de 2023.

A empresa diz que o serviço continua em crescimento consistente e focado na inclusão financeira por meio de ofertas de produtos de crédito, além de conexão ao ecossistema Casas Bahia em lojas físicas e on-line. Já os downloads do App chegaram a 16,5 milhões, sendo 816 mil de janeiro a março.

A empresa diz, no relatório de resultados, que segue entre as principais empresas do mercado online, com um market share de 13,8% nos primeiros três meses do ano, segundo os dados do Compre & Confie, aumento de 1,2 ponto ante o reportado um ano atrás.