Haddad acredita que alíquota do IVA atingirá equilíbrio em patamar inferior a 25%

Ministro acredita que Senado pode reduzir as excepcionalidades na reforma

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que com o passar do tempo a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que será implementada com a reforma tributária, atingirá um ponto de equilíbrio e ficará em patamar inferior a 25% por causa da eficiência do sistema, tanto por ampliação da base de incidência tributária como pela redução da evasão fiscal. Ele voltou a defender um enxugamento das exceções do texto.

“No tempo, penso que a reforma (e a alíquota do IVA) atingirá um equilíbrio em um patamar de 25% para baixo”, afirmou em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, da RedeTV. O ministro defendeu que isso ocorrerá pela eficiência do próprio sistema, com aumento da segurança jurídica e redução de evasão fiscal.

Fazenda trata 25% como alíquota ideal

A alíquota de 25% é tratada na Fazenda como o valor adequado para manter a neutralidade da carga tributária após a reforma. A questão é que a Câmara dos Deputados inseriu exceções e regimes diferenciados ao sistema, o que pode repercutir em uma elevação da alíquota padrão.

Na quarta-feira (12) a ministra do Planejamento, Simone Tebet, apontou valores entre 26% e 28% como alíquotas possíveis.

Haddad voltou a defender uma revisão das exceções pelo relator da matéria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM). “Eu desejo uma reforma um pouquinho mais enxuta, com menos excepcionalidades. Eu penso que o relator faria um trabalho maravilhoso com isso. Limar o texto, tirar aquilo que causa alguma apreensão”, disse.

O secretário extraordinário da reforma tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, Foto: Edu Andrade/MF

Braga e Haddad se reuniram na quarta para discutir o texto. Também participaram do encontro o relator na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o secretário extraordinário da reforma tributária, Bernard Appy. O ministro considerou um acerto a criação da secretaria, que faz a ponte técnica com o Congresso, já que o cotidiano da Receita Federal é muito pesado para assumir a articulação da reforma.

Com informações do Estadão Conteúdo