Mercado pet sente efeitos da inflação

Setor cresceu abaixo do esperado em 2024

O mercado de produtos e serviços para animais domésticos encerrou 2024 com um faturamento de R$ 75,4 bilhões, abaixo das projeções do setor, que estimava ganhos superiores a R$ 77 bilhões. O crescimento no ano foi de 9,6% em relação a 2023, primeira variação abaixo de dois dígitos desde 2019.

As informações foram levantadas pelo Instituto Pet Brasil (IPB) e divulgadas em conjunto com a Abinpet. Em meio à escalada dos preços nos últimos meses, o setor projetou um desempenho parecido em 2025.

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    Na avaliação das entidades, o avanço da inflação, a desvalorização do real e a desaceleração do consumo são as principais justificativas para os números aquém do esperado. “O setor pet segue sólido, mas os resultados de 2024 refletem os desafios econômicos e o peso da alta tributação sobre os produtos e serviços do setor”, disse Caio Villela, presidente do Instituto Pet Brasil, em nota.

    Vendas e produção

    A venda de alimentos industrializados para animais de estimação (pet food) — que é responsável pela maior parte do faturamento do setor (54,1%) — movimentou R$ 40,8 bilhões no ano passado, alta de quase 7% em relação a 2023.

    Do ponto de vista de oferta, a produção de pet food teve queda pela primeira vez em 10 anos. A redução de 0,6% em relação a 2023 fez com que a produção ficasse na casa das 4 milhões de toneladas. De acordo com as entidades do setor, o parque industrial brasileiro tem potencial para superar 9 milhões de toneladas produzidas.

    Para 2025, o setor estima uma nova redução no volume produzido. “Calculamos que, para este ano, se o cenário tributário e o câmbio permanecerem como estão, a queda na produção será maior, chegando a quase 4%”, disse o presidente-executivo da Abinpet e membro do Conselho Consultivo do IPB, José Edson Galvão de França, em nota. A inclusão do setor pet nas alíquotas reduzidas é um pleito antigo do setor.

    A venda de animais por criadores teve crescimento de 12,1% no ano passado, gerando R$ 8,1 bilhões. Já o comércio de produtos veterinários (pet vet) faturou R$ 7,8 bilhões, alta anual de 13,3%.

    Os serviços veterinários, que são o quarto maior segmento em termos de faturamento, movimentaram R$ 7,7 bilhões, crescimento de 16% frente a 2023.

    Pequenos e médios

    Em relação aos canais de acesso, os pet shops pequenos e médios permanecem responsáveis por quase metade de todo movimento do varejo. Até o final de 2024, esses canais movimentaram R$ 36,6 bilhões.

    Em segundo lugar estão as clínicas e hospitais veterinários, que representam cerca de 18% do faturamento, movimentando R$ 13,4 bilhões. As cadeias de megalojas pet, como Petz e Cobasi, detêm uma fatia de 9,3% do mercado, faturando R$ 7 bilhões.

    No comércio on-line, os pet shops virtuais lideram com 40,6% de representatividade no faturamento, movimentando R$ 2,3 bilhões. Em seguida, vêm as lojas virtuais das megalojas, com R$ 1,5 bilhão, e as lojas virtuais de pequenos e médios pet shops, com R$ 1,2 bilhão.

    Para França, o avanço da inflação, que achata o poder de compra do consumidor, deve continuar pressionando o desempenho do setor este ano. “Não projetamos um crescimento significativamente diferente do observado em 2024”, disse.

    *Com informações do Valor Econômico

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