Morning call: Argentina x Brasil? Clássico do mercado é descobrir novidades na ata do Copom

Empresas citadas na reportagem:
Hoje todas as atenções estão voltadas para a ata do Copom. O Banco Central divulga detalhes da decisão do Comitê de Política Monetária a partir das 8h. É como a expectativa em torno do clássico Brasil e Argentina pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, mas só que o campo da disputa é o mercado financeiro. Eis a conclusão do morning call de hoje.
O Copom divulgou na semana passada aumento de 1 ponto percentual na taxa básica de juros. Assim, a Selic pulou de 13,25% para 14,25% ao ano. O comunicado tornado público com a nova taxa trouxe alguns pontos importantes. Por exemplo: o ritmo de aumento da taxa vai se reduzir no encontro de maio, mas para qual percentual? Isso o mercado não sabe e vai tentar tirar conclusões da ata, documento que por natureza é mais denso do que o comunicado.
Há também uma discussão a respeito de quando e em que patamar o Banco Central vai interromper o atual ciclo altista. Em 14,75%? Em 15,50%? Isso não está claro também. Seja como for, a ata chega em um momento de recuperação da bolsa de valores e justamente a divulgação deste documento pode atrapalhar um pouco as coisas.
Dependendo do que o mercado encontrar ali, tudo na economia passará por certa recalibração. E é por isso que todo mundo fica de olho na ata do Copom, como quase todo mundo vai dar uma espiadinha no clássico do futebol sul-americano.
Morning call: como a bolsa de valores fechou
Depois de anotar uma queda tímida ao longo da manhã, o Ibovespa intensificou as perdas durante a tarde em meio ao recuo das ações da Petrobras e da Vale.
O dia foi de realização na bolsa depois de uma subida de mais de 2,60% na semana passada. Temores em torno das tarifas que podem ser anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump, nos próximos dias, voltaram a elevar a cautela de investidores. O índice fechou em queda de 0,77%, aos 131.321 pontos, oscilando entre os 130.992 pontos e os 132.424 pontos.
Sessão começou com turbulência
Falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante o evento ‘Rumos’, promovido pelo Valor, chegaram a intensificar a piora dos ativos domésticos. O ministro citou que mudanças no arcabouço podem ser feitas para aprimorá-lo. Minutos depois, um tuíte feito pelo próprio chefe da equipe econômica ajudou a aliviar os mercados.
Entre as blue chips, o dia foi de perdas para os papéis da Petrobras. As PN da petroleira recuaram 0,14% e as ON contraíram 0,25%.
Hoje, analistas do UBS BB cortaram o preço-alvo dos recibos de ações (ADRs) negociados em NY, de US$ 18,10 para US$ 16,30, reiterando a recomendação de compra dos papéis. Da mesma forma, as ações da Vale cederam 0,52%. Segundo o jornal O Globo, voltou a aumentar a pressão do governo federal para que a Vale compre a Bamin.
O volume financeiro negociado no índice foi de R$ 13,8 bilhões e de R$ 18,4 bilhões na B3. Já em Wall Street, o dia foi de forte alta: o Nasdaq subiu 2,27%; o S&P 500 avançou 1,76%; e o Dow Jones teve ganho de 1,42%.
Com informações do Valor Econômico