IF Hoje: Decisão de juros nos Estados Unidos é o dado mais esperado do dia; no Brasil, não deve haver surpresas

Mercados aguardam por decisão de juros do Fed, hoje, às 15h00. No Brasil, Copom anuncia patamar da taxa Selic após fechamento do pregão da bolsa

Hoje é dia de decisão de taxa de juros nos Estados Unidos e no Brasil: Super Quarta.

Às 15h00, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) divulgará se a taxa básica de juros americana será mantida entre 4,50% e 4,75% ao ano, ou elevada, e em qual intensidade.

Logo depois, às 15h30, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, faz um comunicado à imprensa comentando a decisão e os motivos que levaram a ela. A decisão é importante para os brasileiros pois juros maiores atraem investimentos em mercados emergentes, como o Brasil.

No início do mês de março a maioria dos investidores consultados pelo CME Group – que faz levantamentos a respeito da expectativa para a reunião do FOMC – acreditava em uma elevação nos juros de 0,50 ponto percentual. Depois dos dados de inflação e do payroll, a maioria passou a apostar em uma alta de 0,25 ponto.

No entanto, após a crise bancária gerada pela quebra do SVB, muitos apostam em uma pausa no ciclo de aperto monetário. Por isso a decisão de hoje é uma das mais esperadas dos últimos anos.

Copom

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia hoje, após às 18h, a sua decisão de juros, acompanhada do comunicado do Copom, documento que explica a decisão e aponta os caminhos do banco para as reuniões futuras. Dando o viés para preparar o mercado.

Por aqui não deve haver surpresa. Os investidores chegaram a acreditar em um início de corte na taxa, mas a não apresentação do texto do arcabouço fiscal, por parte do governo, acabou com essa esperança.

Dentre os analistas e casas de análise consultados, a maioria acredita na manutenção da taxa em 13,75% ao ano, com uma indicação de viés de queda no comunicado. Lembrando que o último comunicado teve um tom agressivo contra o governo e prometeu taxa elevada até quando fosse preciso. Após 45 apanhando, veremos se o tom moderou.

Política

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, viu o presidente Lula colocar água em seu chopp e anunciar a divulgação do texto do arcabouço fiscal somente em abril, quando voltarem da viagem de estado à China e Emirados Árabes.

Haddad indicava que o projeto estava pronto para ser apresentado antes da reunião do BC desta quarta (22).

No entanto, Lula é experiente e sabe que política e negociação não se faz com pressa. O presidente pediu uma nova rodada de negociação, e talvez uma flexibilização do texto, a fim de contemplar suas bases eleitorais e políticas no Congresso.

Crise bancária

Assunto que parece superado, ao menos esfriou a sensação de uma quebradeira geral após os anúncios em conjunto dos bancos centrais dos EUA e Europa.

Leia a seguir

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Feriados

Feriado na Indonésia (Ano Novo Hindu)

Eventos e indicadores do dia

Super Quarta, ou seja, dia de decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

No Brasil, a taxa atual é de 13,75% e há uma expectativa de manutenção, no entanto, alguns agentes do mercado já idealizam um possível início de corte.

Nos Estados Unidos, a taxa atual está entre 4,50% e 4,75%, com a projeção de alta de 0,25 ponto percentual na Fed Fund Rate.

Reino Unido reporta, durante a madrugada, índice de preços ao consumidor (IPC) de fevereiro, acumulado de 12 meses e seus respectivos núcleos (métrica que exclui preços de combustíveis e alimentos).

As projeções para a carestia inglesa são: queda de 0,5% no núcleo do IPC de fevereiro, mas avanço de 6,2% no acumulado de 12 meses. No IPC total, recuo de 0,4% no mês e alta de 10,3% nos 12 meses.

África do Sul também divulga seus dados de inflação ao consumidor, com projeção de 0,3% no núcleo de fevereiro e de 4,9% no acumulado.

Argentina divulga seu PIB anual de 2022, do quarto trimestre e sua taxa de desemprego. Segundo as projeções, o PIB do país deve avançar 5,8% em 2022 e o desemprego ficar em 7,2%.

Balanço do dia

Braskem, após o fechamento da bolsa

Mercado ontem

Ontem o dia começou positivo para os mercados globais como um todo, com as declarações das autoridades no sentido de garantir a segurança do sistema financeiro internacional permitindo maior apetite por risco por parte dos agentes econômicos.

O noticiário internacional também indicou que o governo americano pode dar mais apoio aos bancos regionais, se necessário.

O Ibovespa zerou os ganhos na reta final do pregão, mas conseguiu fechar no terreno positivo, em alta de 0,07%, aos 100.994 pontos, patamar somente visto em julho do ano passado. O dólar fechou em leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,2451.