De 4,5% para 4,7%: JPMorgan eleva inflação estimada do Brasil para 2024

Na avaliação do JPMorgan, a composição dos dados apresentada na leitura do IPCA-15 mostra um cenário mais 'preocupante' do que se via anteriormente

Após o resultado do IPCA-15, divulgado hoje pelo IBGE, a equipe econômica do JPMorgan revisou a estimativa para a inflação do Brasil no fechamento de 2024.

Dessa maneira, o banco americano agora prevê IPCA de 4,7% no encerramento do ano, e não mais 4,5%.

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    Na avaliação do JPMorgan, a composição dos dados apresentada na leitura do IPCA-15 mostra um cenário mais “preocupante” do que se via anteriormente.

    “Se não fosse pelos preços de passagens aéreas anormalmente e inesperadamente baixos, o resultado poderia ter sido ainda maior” do que a alta mensal de 0,54%

    Assim, o banco americano esperava um IPCA-15 de 0,60%.

    Conclusões do relatório sobre inflação do Brasil

    No cálculo do JPMorgan, a média dos cinco núcleos da inflação do Brasil, que são observados pelo Banco Central, subiu 0,42% ante o mês anterior

    Finalmente, a principal razão foram os serviços principais acelerando além das expectativas.

    Com isso, em 12 meses, o IPCA-15 agora anota alta de 4,47%, a dois meses do encerramento de 2024.

    “Olhando para o futuro, o IPCA-15 de hoje parece um prenúncio de um quarto trimestre mais desafiador.

    “Primeiro, o monitoramento de preços no atacado e ao consumidor sugere que os preços dos alimentos vão subir mais”.

    “Principalmente devido a um pico nos preços da carne, levando a uma surpresa ascendente também em nossas estimativas”.

    “Segundo, os efeitos da depreciação cambial sobre os preços dos bens provavelmente permanecerão em vigor”, diz a nota do JPMorgan.

    “Também estamos removendo a suposição de um desconto temporário nos preços da eletricidade — algo que reduziu a estimativa de novembro, mas igualmente aumentou a projeção de dezembro — enquanto mantemos a visão de uma bandeira amarela para os preços da eletricidade no fim deste ano.

    “Todas essas mudanças nos levam a modificar nossas previsões do IPCA de 4,5% para 4,7%”, conclui o banco americano sobre a inflação do Brasil.

    Com informações do Valor Econômico

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