Embraer (EMBR3) reduz prejuízo líquido no terceiro trimestre, para R$ 160,4 milhões

Fabricante teve um período de entregas menos favorável tanto na aviação executiva quanto na comercial

Uma das maiores fabricantes de aviões do mundo, a Embraer (EMBR3) encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido atribuído aos acionistas da companhia de R$ 160,4 milhões, uma queda de 31,5% em relação à perda líquida registrada um ano antes.

Ajustado, o prejuízo trimestral foi de R$ 93,8 milhões, comparável a R$ 179,7 milhões negativo no mesmo intervalo de 2021.

Apesar da melhora do resultado operacional, o trimestre foi marcado por mix de entregas menos favorável tanto na aviação executiva quanto na comercial e queda nas receitas de defesa e segurança.

De julho a setembro, a companhia teve receita líquida de R$ 4,87 bilhões, baixa de 2,8% na comparação anual, enquanto o resultado antes de juros e impostos (Ebit) ajustado avançou 42%, a R$ 259,9 milhões. A margem Ebit ajustada evoluiu de 3,7% para 5,3%.

A queda nas receitas foi decorrente da piora de desempenho em defesa e segurança, parcialmente compensada por números mais fortes na aviação comercial e na aviação executiva, bem como no negócio de serviços e suporte.

Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 18%, a R$ 485,4 milhões.

A margem bruta consolidada, por sua vez, subiu ligeiramente em um ano, de 18,9% para 19,1%.

No trimestre, a Embraer registrou uso de caixa livre ajustado de R$ 586,6 milhões, frente a geração livre de R$ 123,3 milhões um ano antes, refletindo a maior necessidade de capital de giro para fazer frente ao maior volume de entregas de aviões projetado para o quarto trimestre.

Em setembro, a dívida líquida da companhia estava em R$ 6,89 bilhões, considerando-se a subsidiária Eve, contra R$ 6,27 bilhões três meses antes.