Demanda por títulos ‘verdes’ do Brasil superou ‘largamente o volume emitido’, diz Tesouro

O maior interesse pelo papel veio dos investidores estrangeiros, especialmente da Europa e América do Norte

O Tesouro Nacional confirmou na quinta-feira (20) que captou US$ 2 bilhões com a nova emissão de títulos soberanos sustentáveis no exterior (títulos verdes). Isso com uma taxa de retorno para o investidor de 6,375% ao ano (a.a.).

O título, chamado de GLOBAL 2032, tem vencimento em 22 de janeiro de 2032. A informação já havia sido antecipada pelo Valor.

O spread da operação ficou em 212.80 pontos-base acima da Treasury (título do tesouro norte-americano) de referência. O título sustentável tem cupom semestral de juros de 6,125% a.a. E o primeiro pagamento será realizado em 22 de janeiro de 2025.

A emissão foi realizada ao preço de 98,510% do seu valor de face.

Quem ficou com os títulos verdes?

Segundo o Tesouro, a emissão atraiu “interesse significativo de investidores, com um ápice de 219 ordens no livro de ofertas”. “A demanda superou largamente o volume emitido, com o livro de ordens em cerca de US$ 4,7 bilhões”, diz a secretaria em nota.

O maior interesse pelo papel veio dos investidores estrangeiros. Na alocação final, cerca de 77% do valor foi oriundo da Europa e da América do Norte, com a América Latina, incluindo o Brasil, respondendo por 14%.

Essa foi a segunda emissão de títulos sustentáveis pelo governo federal. A primeira foi feita em novembro do ano passado.

“A exemplo da emissão realizada em novembro de 2023, a nova emissão reforça o importante papel da dívida externa para o alongamento do prazo médio da dívida, diversificação e ampliação da base de investidores”, diz o Tesouro.

Esta segunda emissão soberana sustentável foi liderada pelos bancos Bank of America, Goldman Sachs e HSBC. A liquidação financeira ocorrerá em 27 de junho de 2024.

Com informações do Valor Econômico

Leia a seguir

Leia a seguir