IGP-10 sobe 0,05% e IPA-10 cai 0,07% em março, aponta FGV-Ibre

Apesar da ligeira alta, IGP-10 é influenciado por queda no índice de preços ao produtor de 0,07% em março

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), subiu 0,05% em março. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,02%.

Com esse resultado, o índice acumula alta de 0,12% no ano e de 1,12% em 12 meses. Em março de 2022, o índice subira 1,18% no mês e acumulava elevação de 14,63% em 12 meses.

Queda no IPA com aumento de inflação sobre alimentos

“No índice ao produtor, a principal contribuição para a taxa negativa partiu dos Produtos Industriais (de 0,10% para -0,32%), sob influência de Produtos Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (de -1,07% para -2,33%), Produtos Alimentícios (de -0,89% para -1,24%) e Produtos Químicos (-1,58% para -1,69%), grupos que registraram recuos mais fortes em suas taxas de variação. Tais movimentos permitiram que a taxa acumulada em 12 meses do IPA alcançasse o menor patamar desde março de 2018, quando caíra 1,56%”, afirma André Braz, coordenador dos índices de preços do FGV Ibre.

Com peso de 60%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) caiu 0,07% em março. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de -0,14%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 0,20% em fevereiro para 0,31% em março.

A principal contribuição para esse resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -0,04% para 5,68%. O índice relativo a Bens Finais “ex”, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,35% em março. No mês anterior, a taxa foi de 0,04%.

Queda nos combustíveis

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -0,65% em fevereiro para -1,25% em março. A principal contribuição para intensificar a queda do grupo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,23% para -4,83%.

O índice de Bens Intermediários “ex”, obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,53% em março, repetindo a taxa do mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 0,10% em fevereiro para 0,88% em março. As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: café em grão (2,70% para 8,36%), soja em grão (-3,34% para -2,45%) e suínos (-4,86% para 9,43%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos seguintes itens: leite in natura (4,08% para 1,46%), milho em grão (0,53% para -0,94%) e arroz em casca (4,23% para -0,96%).

IPC-10

Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu 0,47% em março. Em fevereiro, o índice variara 0,55%. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (1,51% para -1,04%), Despesas Diversas (1,77% para 0,18%), Alimentação (0,23% para 0,00%) e Comunicação (0,99% para 0,52%).

As principais contribuições para esse movimento partiram dos seguintes itens: cursos formais (4,77% para 0,00%), serviços bancários (2,76% para 0,00%), frutas (2,96% para 0,55%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (2,57% para 0,19%).

Em contrapartida, os grupos Transportes (0,52% para 1,24%), Habitação (0,32% para 0,81%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,87%) e Vestuário (-0,30% para 0,25%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.

Nessas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: gasolina (-0,15% para 2,89%), aluguel residencial (-0,55% para 3,43%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,13% para 1,66%) e roupas (-0,47% para 0,21%).

Índice que mede preços da construção sobe em março

Com os 10% restantes, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) variou 0,12% em março. No mês anterior a taxa foi de 0,33%.

Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de fevereiro para março: Materiais e Equipamentos (0,01% para -0,05%), Serviços (0,82% para 0,89%) e Mão de Obra (0,52% para 0,14%).

Foram comparados os preços de 11 de fevereiro a 10 de março com os de 11 de janeiro a 10 de fevereiro.

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