Haddad: Vamos envolver o BC e bancos vão entregar cronograma de estudo para juros do cartão de crédito

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, busca com entidades soluções para reduzir o nível de juros do cartão de crédito rotativo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu na segunda-feira com representantes dos bancos e entidades do setor para debater como reduzir o nível de juros do cartão de crédito rotativo. Segundo ele, será apresentado um estudo e o Banco Central (BC) será envolvido na discussão.

“Estávamos com quatro ou cinco CEOs de bancos aqui, não só a Febraban [Federação Brasileira de Bancos], vamos envolver o Banco Central e vão entregar um cronograma de apresentação de um estudo [para juros do rotativo]. Eu pedi celeridade, pediram para envolver o BC porque tem a regulamentação do produto”, disse a jornalistas na saída da reunião.

Participaram do encontro Isaac Sidney, presidente da Febraban, Rodrigo Maia, presidente da Confederação Nacional das instituições Financeiras (CNF), Octavio de Lazari, presidente do Bradesco, Milton Maluhy, presidente do Itaú-Unibanco, Mario Leão, presidente do Santander Brasil e Cristina Junqueira, CEO Brasil do Nubank.

Segundo o ministro, eles passaram “uma hora estudando o modelo atual”. “São muitos interlocutores: bandeira, maquininha, bancos e lojistas”, ressaltou. Haddad seguiu para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada. Questionado sobre a entrega do texto do novo arcabouço fiscal ao Congresso, ele disse “vamos saber agora”.

Febraban empenhada

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, disse que a entidade construirá com o governo federal e com o Banco Central soluções para diminuir os juros no rotativo do cartão de crédito.

“É importante que a gente ataque não só as causas do spread bancário elevado, mas compreenda as causas do custo de crédito elevado”, afirmou o presidente da entidade após a reunião com o ministro da Fazenda. Um Grupo de Trabalho, informou Sidney, será constituído, mas não há prazo para a conclusão da análise. “Não é o momento para apontar caminhos ou discutir propostas. Os caminhos precisam ser discutidos após um diagnóstico correto”, respondeu Sidney.

Aos jornalistas, Isaac Sidney ainda afirmou que, no mercado de crédito, “uma das razões a juros bancários elevados é pouca efetividade de garantias”. “Se o país tiver o Marco Legal de Garantias, vamos dar um passo importante para reduzir o custo de crédito”, falou o presidente da Febraban, se referindo ao projeto de lei que aperfeiçoa o sistema de garantias no país, hoje no Congresso Nacional.

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