Dívida em atraso vendida por credores cresceu 31% em 2023

O destaque foram dívidas vencidas do cartão de crédito, que responderam por 3/4 desse total

As vendas de carteiras de empréstimos em atraso no Brasil somaram R$ 17 bilhões no primeiro semestre de 2023, aumento de 31% ante mesma etapa do ano passado.

Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta quarta-feira pela Recovery, empresa de recuperação de crédito do Itaú Unibanco (ITUB4).

Além disso, o total colocado à venda por credores, mas que não necessariamente foi vendido, chegou a R$ 35 bilhões, contra R$ 32 bilhões um ano antes.

Desse montante, R$ 13 bilhões eram de operações de cartões de crédito, 36% do total.

“Esse é um produto que teve uma concessão maior por parte dos bancos, por isso agora estamos vendo esse reflexo na venda de carteiras”, afirmou o diretor comercial e de tecnologia da Recovery, Bruno Russo, em comunicado.

Outro dado do levantamento é o aumento do valor renegociado, mas que os devedores não conseguiram prosseguir com o pagamento.

Foram R$ 4 bilhões nessa categoria no primeiro semestre, um aumento de 400% ante a primeira etapa de 2022. “Acreditamos que com o aumento do endividamento o cliente não conseguiu cumprir com o acordo, por isso, não conseguiu honrar a renegociação, ficando inadimplente novamente”, disse Russo.