Brasileiro prioriza imóveis e investimentos quando sobra dinheiro na conta, diz pesquisa

Levantamento da Febran mostra também que cresceu o otimismo das pessoas com a inflação e a percepção de que a vida melhorou

Pesquisa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgada nesta quinta-feira (6) mostra que, com a percepção de queda da inflação, cresceu o otimismo do brasileiro com os rumos de sua vida, de sua família e da economia do país em si.

Na rodada mais nova do levantamento, feito em parceria com o Ipespe, caiu oito pontos no último bimestre (de 67% em abril para 59% em junho) a sensação de que os preços estão se elevando. Houve diminuição da carestia para perto de um quinto (18%).

A sondagem aponta que cresceu quatro pontos (de 37% para 41%) a visão de que o país está melhor do que em 2022. E a expectativa de que o Brasil vai melhorar até o final de 2023 também evoluiu dois pontos no último bimestre (de 51% para 53%).

Condições pessoal e familiar melhores

O sentimento de que que a vida pessoal e familiar está melhor oscilou positivamente dois pontos entre abril e junho (de 41% para 43%). Essa percepção é maior entre os jovens de 18 a 24 anos (56%).

Já em relação à expectativa de que a vida nesse campo pessoal e familiar irá melhorar ainda em 2023, o otimismo se estabilizou em patamar elevado (70%) enquanto o pessimismo recuou um ponto (de 10% para 9%).

Para sair do endividamento

Mais da metade dos entrevistados (51%) – o que corresponde a pouco mais de 70 milhões de brasileiros – se declaram endividados (percentual levemente menor do que no levantamento de fevereiro, 53%).

Embora a maioria (76%) acredite que terminará o ano menos pendurada ou do mesmo jeito que se encontra hoje, a pesquisa registra um aumento de quatro pontos no contingente que crê num maior endividamento nesse horizonte, chegando a um quinto da amostra (20%).

Sobra o Desenrola, programa do governo federal e que contará com a participação dos bancos, perto de cinco em dez entrevistados (45%) já tomaram conhecimento da iniciativa.

Quase dois terços (65%) do público-alvo – com dívidas bancárias e/ou não bancárias – têm intenção de participar dele; 7% ainda não sabem; e 28% não pretendem aderir ao Programa.

O que fazer com dinheiro na conta?

Por fim, a sondagem perguntou qual seria o destino de eventuais sobras no orçamento dos brasileiros.

  • Compra de imóvel aparece como primeira alternativa (32% – eram 35% em abril);
  • Aplicação em outros investimentos bancários, fora a poupança (23% – eram 22% em abril);
  • Poupança (20% – eram 21% em abril);
  • Reforma da casa (18% – eram 19% em abril);
  • Cursos e educação pessoal e da família (13% – eram 16% em abril);
  • Viagens (13% – os mesmos 13% de abril).

Sobre a pesquisa da Febraban

Realizada entre os dias 22 e 29 de junho, com 2 mil pessoas nas cinco regiões do país, a pesquisa RADAR FEBRABAN mapeia as expectativas dos brasileiros sobre a economia em 2023, sua vida pessoal, e também em relação à atual gestão política do país.