Campos Neto: ‘Aumento de combustíveis é acertado, mesmo com impacto ruim’

Ele defendeu que o país é um dos poucos com expectativas de inflação dentro das bandas da meta em 2023, 2024 e 2025

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, classificou nesta quarta-feira (16) como acertado o reajuste sobre o preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras na véspera.

“Não é bom um distanciamento grande de preços, mesmo tendo um impacto negativo”, disse, em referência ao impacto sobre a inflação de 2023.

Campos Neto participou do 35º Congresso da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Ele afirmou ainda que há uma queda da inflação em grande parte do mundo. A mesma velocidade de redução, porém, não é vista nos núcleos de inflação, disse.

“Alguns lugares estão com os núcleos caindo; na América Latina é muito mais recente a queda, mas quando olhamos países avançados a queda dos núcleos tem sido muito baixa”, comentou.

O presidente do BC citou o exemplo da Inglaterra.

Campos Neto afirmou em seguida que, entre os países emergentes, Brasil e Chile têm a maior queda de inflação.

Ele defendeu que o país é um dos poucos com expectativas de inflação dentro das bandas da meta em 2023, 2024 e 2025.

No início de sua fala, Campos Neto também reafirmou que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a começar a subir os juros diante do choque de inflação pós-pandemia.

China

O presidente do Banco Central afirmou também que as surpresas negativas com a economia chinesa têm sido o grande tema na discussão global sobre atividade econômica.

“Hoje temos mais notícias da China sobre empresas ligadas ao setor da construção civil que não estão conseguindo honrar seus compromissos”, disse ele.

Campos Neto citou o corte dos juros feito pelo país na terça – de 0,15 ponto porcentual, que levou uma das taxas de referência a 2,50% – e avaliou que “não é isso que fará a economia acelerar muito”.

Com informações do Estadão Conteúdo