Bolsas da Europa fecham em alta após inflação dos EUA desacelerar em março

O CPI americano de março mostrou alta de 0,1% em relação a fevereiro, e de 5,0% na comparação com igual mês de 2022

As bolsas europeias encerraram o pregão de hoje com ganhos, após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA confirmar as expectativas de desaceleração em março. Embora tenha mostrado força no núcleo da inflação, o dado sugere que o Federal Reserve (Fed) poderá pausar o aumento de juros em breve, o que tende a impulsionar o apetite por ações.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,13%, a 462,38 pontos. Em Frankfurt, o DAX valorizou 0,31%, a 15.703,60 pontos, e o parisiense CAC 40 subiu 0,09%, a 7.396,94 pontos. Por fim, o londrino FTSE 100 avançou 0,50%, a 7.824,84 pontos.

O CPI americano de março mostrou alta de 0,1% em relação a fevereiro, e de 5,0% na comparação com igual mês de 2022. Ambas as leituras vieram 0,1 ponto percentual (p.p.) abaixo do indicado pela mediana das projeções do mercado. Já o núcleo do CPI, que exclui os componentes de energia e alimentos, veio em linha com as expectativas ao subir 0,4% na base mensal e 5,6% na base anual.

“O número abaixo do esperado, embora bem-vindo, provavelmente não mudará a probabilidade de outro aumento de juros de 0,25 ponto percentual do Fed em maio. Na margem, a reação inicial sugere que os mercados pensam que qualquer movimento em maio pode muito bem ser o último no ciclo de alta dos juros, antes de possíveis cortes até o final deste ano”, avalia Michael Hewson, da CMC Markets.

O ritmo de alta das bolsas europeias moderou – junto com a virada para território negativo em Wall Street – à medida que investidores notaram um bom humor exagerado no mercado acionário, o que provocou certa cautela na Europa e fez os índices se distanciarem das máximas intraday, de acordo com Hewson.

Contribuiu para esse movimento falas do presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, durante entrevista para a emissora americana “CNBC”. Segundo ele, os dados de hoje reforçam que o pico da inflação nos EUA foi superado, mas não dão evidência suficiente de desaceleração para que o BC americano mude o curso de sua política monetária.

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