Mercado hoje: Ibovespa zera os ganhos do dia mas fecha em leve alta; dólar avança

Fala de Lula sobre arcabouço esteve no radar e azedou humor dos investidores

O Ibovespa zerou os ganhos do dia na reta final do pregão, mas conseguiu fechar no terreno positivo, em alta de 0,07% (pós ajuste), aos 100.994 pontos, patamar somente visto em julho do ano passado.

O dólar fechou em leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,2451. O comportamento da moeda americana ao longo do dia foi de oscilar próximo à estabilidade.

O fechamento no terreno positivo foi ajudado pelo avanço expressivo da Petrobras e também pelo maior apetite global por risco.

Assunto mais esperado do dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o texto do novo arcabouço fiscal precisa ser mais debatido e que só será divulgado em abril, após a viagem do presidente à China.

Commodities

Entre as commodities, a alta firme dos preços do petróleo em Londres ajudou Petrobras PN (+2,01%) e Petrobras ON (1,98%), que estavam entre as maiores altas do índice.

A estatal avançava mesmo após Lula afirmar, em entrevista à “TV 247”, que a Petrobras não pode ser “vendedora para ter lucro só para distribuir para rentistas”.

O petróleo Brent – utilizado pela Petrobras como referência para prática de preços – fechou em alta de 2,03%, a US$ 75,03 o barril.

O contrato do ouro fechou em queda de 2,10%, a US$ 1.941,10 por onça-troy.

Lula

O presidente também disse que entraria na Justiça para “retomar a Eletrobras” e criticou a privatização da companhia.

Sobre o arcabouço fiscal, Lula afirmou que o novo mecanismo de controle de gastos só será divulgado após sua viagem à China. “É preciso discutir um pouco mais. A gente não tem que ter a pressa que algumas pessoas do setor financeiro querem”, disse em entrevista ao site “Brasil 247”.

O petista também reiterou críticas ao atual patamar de juros, no primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. “É uma irresponsabilidade do Banco Central manter a taxa de juros a 13,75%”, disse ele.

Além do Copom, amanhã o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) também anuncia sua decisão de juros. Nos dois casos, as decisões e os comunicados serão observados atentamente pelos agentes econômicos.

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