Mercado hoje: Bolsa cai e perde 2,7% na semana; dólar sobe a R$ 5,23

Sessão foi guiada pelo exterior com agenda local vazia

Pressionado pelo exterior, o Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (16) e registrou queda semanal. O índice recuou 0,61%, para 109.280 pontos, no pregão de hoje e caiu 2,76% na semana. Já o dólar fechou em alta de 0,41% ante o real, negociado a R$ 5,2609. Na semana, a moeda norte-americana teve valorização de 2,33%.

Agentes seguem preocupados com avanço dos preços e, consequentemente, dos juros nos Estados Unidos. Localmente, investidores analisam a melhora de dados de atividade e inflacionários. As negociações foram pautadas pelo exterior nesta sexta, dia de agenda de indicadores fraca no campo doméstico.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro avançou 9,1% em agosto no acumulado de 12 meses. O resultado é alto, mas veio em linha com o esperado. Na comparação mensal, o CPI teve avanço de 0,6%, enquanto as projeções apontavam para uma alta de 0,5%.

A maior contribuição para a taxa de inflação veio da energia, segundo a Eurostat, o serviço de estatísticas da Uniao Europeia. A crise energética no continente vem se agravando nos últimos tempos, especialmente com as ameaças russas de corte no fornecimento de gás caso as sanções feitas devido à invasão da Ucrânia não sejam retiradas. 

A alta da inflação dá pistas aos investidores de que o aumento dos juros deve continuar. 

Destaques do Ibovespa

Produtoras de commodities metálicas fecharam o dia com sinais mistos. Vale (VALE3) caiu 0,15% e Usiminas (USIM5) recuou 1,67%, enquanto CSN (CSNA3) ganhou 1,31% e Gerdau (GGBR4) fechou em alta de 0,83%.

Mesmo com a alta do petróleo, as ações da Petrobras caíram. Petrobras ON (PETR3) perdeu 0,55% e Petrobras PN (PETR4) recuou 0,9%.

Os bancos também tiveram perdas. Itaú (ITUB4) caiu 0,3%, Bradesco (BBDC4) piorou 1,01%, Santander (SANB11) teve queda de 0,98% e BB (BBAS3) caiu 1,13%.

Natura (NTCO3) teve a maior desvalorização do Ibovespa (-10,47%) depois que a empresa afirmou que o conselho de administração não está avaliando a separação da Aesop ou venda da The Body Shop. A companhia reforçou que vem promovendo um redesenho da estrutura organizacional da Natura &Co, para torná-la mais “leve”.