China afrouxa regras para seguradoras investirem em ações em novo estimulo à economia

Padrões regulatórios foram otimizados 'com o objetivo de promover o regresso do setor segurador às suas raízes'

O regulador financeiro da China reduziu neste domingo (10) o risco que atribui ao investimento de companhias de seguros em ações de blue-chips e de tecnologia, além de fundos em investimento imobiliário, visando estimular o investimento no mercado de ações no país.

A Administração Nacional de Regulamentação Financeira (NAFR, na sigla em inglês) disse que o risco para os constituintes do índice CSI300 será reduzido de 0,35 para 0,3, enquanto a das ações listadas no mercado STAR de Xangai, focado em tecnologia, será reduzido de 0,45 para 0,4.

Para investimentos em Fundos de Investimento Imobiliário (REIT), que são principalmente destinados a projetos de infraestrutura, o risco foi ajustado de 0,45 para 0,4.

O órgão ainda estima um risco relativamente baixo, de 0,4, para investimentos de capital privado em setores estratégicos e emergentes da China – contudo, não entrou em maiores detalhes.

A NAFR também ajustou os requisitos mínimos de capital para as seguradoras.

Assim, para as seguradoras de imóveis e as resseguradoras com ativos totais superiores a 10 bilhões de yuans e menor de 200 bilhões de yuans, e as seguradoras com ativos totais superiores a 50 bilhões de yuans e menos de 500 bilhões de yuans, é preciso ter um capital mínimo de 95% para calcular o índice de adequação de solvência.

Já para seguradoras de imóveis e resseguradoras com ativos totais inferiores a 10 bilhões de yuans, e seguradoras com ativos totais inferiores a 50 bilhões de yuans, o capital mínimo é calculado como 90% da proporção de adequação de solvabilidade.

A Administração Nacional de Regulamentação Financeira (NAFR) disse que os padrões regulatórios de risco para companhias de seguros foram otimizados “com o objetivo de promover o regresso do setor segurador às suas raízes e ao seu funcionamento estável e melhor servir a economia real e a população”.

Com informações do Estadão Conteúdo