Caixa teme decadência da poupança e avalia opções com BC para melhorar rentabilidade

Para presidente da Caixa, Maria Rita Serrano, caderneta não é atrativa por causa do juro alto, mas pode continuar desinteressante com queda da Selic
Pontos-chave:
  • Nos primeiros sete meses de 2023, a poupança teve saída líquida de R$ 70,2 bilhões, segundo dados do Banco Central

A Caixa Econômica Federal teme que a caderneta poupança siga em decadência nos próximos anos, pondo em risco a principal fonte de recursos para financiamento à compra da casa própria no país.

A poupança é a principal fonte de recursos para financiamento imobiliário no Brasil e a Caixa Econômica é responsável por 2/3 dos empréstimos para compra da casa própria.

Por isso, o banco está discutindo com o Banco Central possíveis mudanças para que a poupança ganhe atratividade em relação a outros produtos de investimento.

“Tenho dúvidas se a poupança vai continuar atrativa, diz presidente da Caixa Econômica, Maria Rita Serrano, durante evento do Santander.

Nos últimos 12 meses, a poupança teve rentabilidade de cerca de 8,4%.

Para efeito de comparação, o CDI, que referencia aplicações em CDBs, por exemplo, está em 13,15% anuais, embora seus rendimentos sofram alíquota de IR, o que não ocorre na poupança.

“Hoje o produto poupança não é atrativo por causa do juro alto, mas não sei se voltará a ser interessante mesmo que o juro cair”, disse Maria Rita.

Nos primeiros sete meses de 2023, a poupança teve saída líquida de R$ 70,2 bilhões, segundo dados do Banco Central.

A executiva não deu detalhes sobre as propostas em discussão para mudanças na poupança, mas disse que é necessário pensar em formas de que sua rentabilidade seja maior do que a atual.