Ações de aéreas despencam na Europa com cautela global por conflito no Oriente Médio

Principais bolsas de valores da Europa caíram com o aumento das incertezas no cenário internacional

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira (9) acompanhando a aversão ao risco global diante de instabilidades causadas pelo confronto entre militantes do Hamas e forças israelenses. O cenário impulsionou os preços de petróleo e gás natural, o que ajudou ações do setor de energia, mas impôs pressão forte sobre companhias aéreas.

Na bolsa de Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,03%, aos 7.492,21 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,67%, aos 15.128,11 pontos; em Paris, o CAC 40 perdeu 0,55%, aos 7.021,40 pontos; em Milão o FTSE MIB perdeu 0,46%, aos 27.682,06 pontos; em Madri, o Ibex 35 caiu 0,97%, aos 9.146,20 pontos; e, em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,93%, aos 5.943,32 pontos.

Diante da alta acentuada nos preços de energia, os papéis das companhias aéreas despencaram e os de petrolíferas receberam impulso nas bolsas. Em Paris, os papéis da Air France-KLM caíram 9,33%; Em Londres, IAG, proprietária da British Airways, recuou 5,47%; em Frankfurt, as ações da Lufthansa tiveram queda de 4,43%.

Enquanto isso, no setor petrolífero, Shell subiu 2,61%, e BP ganhou 3,16% em Londres, retirando parte das perdas do FTSE 100. Na esteira do confronto, ações ligadas à defesa fecharam com ganhos nesta segunda-feira. Na bolsa de Milão, a empresa de defesa e segurança Leonardo subiu 4,64%. Na Alemanha, a companhia Rheinmettal ganhou 6,63%.

Segundo a Capital Economics, a alta dos preços de petróleo nesta segunda-feira não é fruto da redução da oferta, necessariamente, mas sim uma resposta ao potencial que o conflito em Israel pode ter na produção de petróleo mundial. A guerra pode afetar a produção do país vizinho Irã, prejudicar as relações diplomáticas entre Israel e Arábia Saudita, ou se estender para outros atores, afirma a consultoria.

Em destaque também, os papéis do Metro Bank, no Reino Unido, receberam impulso de 9,78% depois de o banco conseguir garantir, nesta segunda-feira, um novo acordo de financiamento de 925 milhões de libras em meio às dificuldades financeiras que vinha enfrentando.

Com informações da Estadão Conteúdo.