Ibovespa vira para o positivo no final e interrompe sequência no vermelho; dólar vai a R$ 5,04

Mercado foi impactado por economia chinesa e risco de shutdown nos EUA

A bolsa de valores hoje registrou alta no fechamento, depois de passar o dia alternando entre os campos positivo e negativo. Na abertura, o Ibovespa avançava com notícias relacionadas à China e impulso sobre as commodities. À tarde, houve deterioração por conta do cenário americano. Porém, ao final, o principal índice da bolsa voltou ao positivo.

Dessa maneira, o Ibovespa subiu 0,12%, aos 114.327,05 pontos, nesta quarta-feira (27), interrompendo a sequência de três quedas consecutivas, que derrubou o índice dos 118 mil pontos que chegou a registrar no final da semana passada.

Dólar hoje

Simultaneamente, o dólar fechou em alta de 1,22%, cotado a R$ 5,0478. Na máxima, a moeda norte-americana bateu R$ 5,0798.

No cenário internacional, o dólar também avançava. O DXY, que mede o desempenho da divisa dos EUA em relação a outras moedas importantes, subiu 0,40%, a 106,66 pontos.

Ações em alta

A Azevedo e Travassos e a Recrusul, ambas do setor de infraestrutura, ficaram entre as maiores altas na bolsa de valores hoje. A Azevedo ocupou as duas primeiras posições, com suas ações ordinárias e preferenciais subindo mais de 16% cada.

A Gol também estava na lista das empresas com maiores ganhos na sessão, subindo quase 8%. Fecha a lista de cinco melhores ações do dia as da Petroreconcavo, que avançaram quase 5%.

  • Azevedo e Travassos (AZEV3) +16,82%
  • Azevedo e Travassos (AZEV4) +16,29%
  • Gol (GOLL4) +7,68%
  • Recrusul (RCSL4) +5,04%
  • Petroreconcavo (RECV3) +4,72%

Ações em baixa

Por outro lado, no campo negativo, as ações da Oi devolvem os ganhos da sessão anterior e ficam entre as piores do dia, com mais de 6% de perdas. Entre as empresas que mais perderam, a liderança ficou com o BR Partners, banco de investimento, que registra queda de 9% no ano.

Veja a lista das cinco empresas que mais perderam valor na bolsa de valores hoje.

  • BR Partners (BRBI11) -9,13%
  • Lopes Brasil (LPSB3) -6,54%
  • Oi (OIBR3) -6,45%
  • Brisanet (BRIT3) -5,85%
  • Odontoprev (ODPV3) -4,84%

Os rankings contemplam ações que movimentaram mais de R$ 1 milhão na sessão. As cotações foram apuradas entre 17h15 e 17h25, depois do fechamento, mas estão sujeitas a atualizações.

Bolsas mundiais

Voláteis durante a sessão, as bolsas de Nova York fecharam mistas, tentando se recuperar das perdas recentes, mas esbarrando na escalada dos retornos dos Treasuries. As ações de energia se destacaram no pregão, apoiadas pela valorização do preço do petróleo.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,20%, aos 33550,80 pontos; o S&P 500 terminou o pregão com alta de 0,03%, aos 4274,63 pontos e o Nasdaq subiu 0,22%, aos 13092,85 pontos.

As bolsas da Europa fecharam em queda frente ao recuo no apetite por risco global, depois de passar a maior parte do dia no positivo, motivadas por notícias de que o banco central da China (PBoC) vai intensificar o apoio à economia local.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,43%, aos 7593,22 pontos; em Frankfurt, o DAX caiu 0,25%, aos 15217,45 pontos; em Paris, o CAC 40 recuou 0,03%, aos 7071,79 pontos; em Milão o FTSE MIB perdeu 0,31%, aos 28012,30 pontos; em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,42%, aos 9327,80 pontos; e, em Lisboa, o PSI 20 teve perdas de 0,54% aos 6068,39 pontos. As cotações são preliminares.

Ibovespa ficou volátil durante o dia

A sessão da bolsa de valores hoje esboçou, primeiro, uma acomodação no campo positivo, favorecido pelo cenário positivo para as commodities. Conheça mais a fundo a relação entre os materiais básicos e a economia chinesa.

“Os dados de lucros totais da indústria chinesa, divulgados ontem à noite, acabaram registrando uma queda menor do que a esperada, favorecendo os preços do minério de ferro no pregão asiático”, diz a Guide em comunicado.

Porém, uma piora no cenário externo jogou o índice para baixo, com os investidores observando o risco de shutdown nos Estados Unidos. O Ibovespa se recuperaria no fim da sessão.

Possibilidade de shutdown nos EUA

Líderes do Senado já apresentaram um plano de gastos de curto prazo, que manteria a máquina pública operante até meados de novembro.

Os EUA vivem um impasse com relação à aprovação dos gastos para manutenção dos serviços públicos para 2024. O Partido Republicano, de oposição, se mostra disposto a votar contra o financiamento se não houver corte de gastos.

A falta de acordo entre governo e oposição na Câmara dos Estados Unidos pode paralisar as atividades públicas.

Com informações do Estadão Conteúdo