Ações de Goldman Sachs e Bank of America caminham em direções opostas após balanços do 1º tri

Lucro dos dois bancos veio acima do esperado, mas receita do Goldman Sachs decepcionou

Bank of America (BofA) e Goldman Sachs apresentaram os resultados do primeiro trimestre nesta terça-feira (18) e as reações do mercado financeiro são mistas. Enquanto os investidores gostaram do balanço do BofA e as ações do banco sobem, os papéis do Goldman Sachs caem por causa da receita aquém das estimativas.

Entretanto, ambas apresentaram lucro acima do esperado pelo mercado.

Bank of America

O BofA reportou reportou um aumento de 15% no lucro líquido na comparação anual, para US$ 8,2 bilhões, ou US$ 0,94 por ação, de US$ 7,1 bilhões, ou US$ 0,80 por ação, no trimestre do ano anterior. A empresa superou a previsão de analistas de US$ 0,81 por ação, de acordo com estimativas compiladas pela FactSet.

Às 9h15 (de Brasília), as ações do banco subiam 0,52%, negociadas a US$ 30,88.

A receita aumentou 13%, para US$ 26,3 bilhões, acima da estimativa de analistas de US$ 25,16 bilhões.A receita líquida de juros no primeiro trimestre aumentou 25%, para US$ 14,4 bilhões, devido aos “benefícios de taxas de juros mais altas e crescimento sólido de empréstimos”.

Os saldos de depósitos no final do primeiro trimestre caíram US$ 20 bilhões, ou 1%, para US$ 1,9 trilhão em comparação com o trimestre anterior.

Goldman Sachs

Já o Goldman Sachs Group perdia 3,3% nas negociações do pré-mercado de Nova York, por volta das 9h15 depois que sua receita do primeiro trimestre ficou aquém das estimativas, enquanto seu lucro líquido superou a previsão de Wall Street.

O Goldman Sachs disse que seu lucro no primeiro trimestre caiu para US$ 3,09 bilhões, ou US$ 8,79 por ação, de US$ 3,83 bilhões, ou US$ 10,76 por ação, no mesmo trimestre do ano anterior. A receita do primeiro trimestre caiu de US$ 12,93 bilhões para US$ 12,22 bilhões, em igual comparação.

Analistas esperavam que o Goldman Sachs ganhasse US$ 8,14 por ação e receita de US$ 12,76 bilhões, de acordo com estimativas compiladas pela FactSet.

O CEO David Solomon disse que “os eventos do primeiro trimestre atuaram como outro teste de estresse da vida real, demonstrando a resiliência do Goldman Sachs e das maiores instituições financeiras do país”. “Nossa cultura de gestão de risco profundamente enraizada, forte liquidez e posição de capital robusta nos permitiram continuar a apoiar nossos clientes e entregar um desempenho sólido”, acrescentou.

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