Vale (VALE3) sobe após relatório; veja as novas projeções de bancos para a mineradora

Veja o que os bancos enxergaram no relatório de produção e vendas do 4T24 da Vale (VALE3), divulgado na noite da terça (28)

Empresas citadas na reportagem:

As ações da Vale (VALE3) avançavam 0,53% logo após a abertura da bolsa de valores nesta quarta-feira (29). Anteriormente, na noite da terça, a empresa divulgou seu relatório de produção do quarto trimestre de 2024. Assim, bancos recalcularam suas projeções para as ações da mineradora.

No período, as vendas de minério de ferro (finos + pelotas) da Vale registraram queda de 10% em 12 meses, para 81,2 milhões de toneladas (Mt). O volume de produção também teve queda: de 5% em relação ao ano anterior, a 85,3 Mt.

O Itaú BBA apontou que os números trazem cenário “confortável” para a companhia. O BTG destacou que o desempenho não trouxe grandes surpresas e que os embarques de minério de ferro vieram “mais fracos do que o esperado”.

Ainda assim, o BTG vê a Vale “sensata” ao diversificar o mix de produtos e “proteger o preço do minério de ferro”.

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    Anteriormente, a Vale havia anunciado ao mercado a estratégia de reduzir qualidade para ganhar quantidade de produção, algo incomum para a empresa, mas movimento que foi bem aceito pelo mercado dado o momento particular de preço da commodity.

    Os bancos destacam de maneira positiva a redução na venda de produtos com alto teor de sílica. A sílica representa risco maior em ambientes de trabalho com farto uso do minério de ferro, especialmente na construção civil.

    Recomendação e preços-alvo atualizados para VALE3

    O BTG prevê resultados nada animadores no 4T24, com Ebitda próximo de US$ 3,9 bilhões. Para 2025, o banco prevê um ano de transição operacional para a empresa.

    Com isso, a recomendação é neutra porque “a empresa carece de catalisadores” para o avanço do preço das ações. Assim, o preço-alvo para as ADRs estão em US$ 11 para 12 meses, com ganho mais discreto em relação ao preço atual, perto de US$ 9.

    Da mesma maneira, o Itaú BBA tem recomendação neutra para Vale, prevendo que o preço chegue perto dos US$ 12.

    Já o Goldman Sachs recomenda a compra das ações e tem preço-alvo em US$ 16. Um pequeno avanço em comparação ao preço-alvo anterior, que era de US$ 15,80.

    Para preços em real, a XP enxerga a Vale batendo R$ 66 contra os atuais R$ 53. O Safra vê desempenho ainda melhor, com preço-alvo em R$ 68. A Ativa está mais otimista e vê as ações chegando a R$ 75.