Apesar de forte alta semanal, bolsas da Europa fecham março sem direção única devido à crise bancária

O Stoxx 600, índice pan-europeu, fechou o mês em queda, apesar do bom desempenho na semana

As bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira, apoiada pela desaceleração do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro, de uma taxa anual de 8,5% em fevereiro para alta de 6,9% na leitura preliminar de março.

O indicador sinaliza que o Banco Central Europeu (BCE) tem feito progresso em conter os preços por meio do forte aperto da sua política monetária.

Março

O movimento de hoje consolidou os ganhos no acumulado de março nos principais índices acionários da zona do euro, que foram afetados pela volatilidade causada pela crise bancária nas primeiras semanas do mês.

Em contraste, a bolsa de Londres teve um desempenho bastante negativo no mesmo período.

O Stoxx 600 fechou em alta de 0,66% hoje, mas recuou 0,03% no total de março, a 457,84 pontos. No primeiro trimestre, o índice pan-europeu acumulou ganhos de 6,74%.

O DAX, da Bolsa de Frankfurt, subiu 0,69% hoje e 4,49% na semana, a 15.628,84 pontos, para uma variação positiva de 1,72% em março. Já o parisiense CAC 40 avançou 0,81% nesta sexta-feira e 4,38% na semana, a 7.322,39, com ganhos de 0,75% em março.

Por fim, em Londres, o FTSE 100 subiu 0,15% hoje e 2,14% nesta semana, a 7.631,74 pontos. Em março, porém, o índice acumulou baixa de 3,97%.

Indicadores

O foco hoje ficou por conta do CPI da zona do euro, que além de ter desacelerado em março, veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo “The Wall Street Journal” de alta de 7,1%.

Ainda assim, o núcleo da inflação no bloco monetário segue muito alto e deve manter o BCE em postura agressiva por enquanto, avalia o vice-economista-chefe para zona do euro da Capital Economics, Jack Allen-Reynolds.

Mais juros no horizonte

Em concordância com a visão do analista, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou durante evento hoje que a entidade ainda tem “mais trabalho a fazer nos juros”, ainda que o efeito do aperto monetário no último ano esteja começando a ser visto mais claramente.

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