Principais bolsas da Europa fecham em alta apoiadas por setores bancário e de energia

Apesar da alta nas principais bolsas, o índice pan-europeu Stoxx 600 - que reúne empresas de 17 países - fechou em leve queda

As principais bolsas europeias encerraram o pregão desta terça (28) com ganhos puxados por ações do setor bancário, que seguem em recuperação após as fortes quedas da semana passada diante dos temores de que uma crise se espalhasse por instituições financeiras do continente.

Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,17%, a 7.484,25 pontos, enquanto o parisiense CAC 40 teve alta de 0,14%, 7.088,34 pontos. Já o DAX, da bolsa de Frankfurt, subiu 0,09%, a 15.142,02 pontos, e o FTSE MIB, de Milão, valorizou 0,47%, a 26.329,46 pontos.

Apesar da alta nas principais bolsas, o índice pan-europeu Stoxx 600 – que reúne ações de 600 empresas listadas nas bolsas de 17 países europeus – fechou em leve queda de 0,06%, a 444,45 pontos.

Bancos

Já o índice Euro Stoxx Banks subiu 0,90%, a 98,44 pontos. Em Frankfurt, o Commerzbank teve uma das principais altas do dia ao avançar 1,58%. Em Londres, o destaque ficou com a petroleira BP (+2,30%), enquanto que em Paris os ganhos foram liderados pela TotalEnergies (+2,65%).

No início do pregão, as ações dos bancos chegaram a cair diante da cautela dos investidores depois de declarações da diretora de supervisão do Banco Central Europeu, Andrea Enria, afirmar, durante conferência em Frankfurt, que a recente volatilidade no mercado provocado pela quebra do Silicon Valley Bank e pelo colapso do Credit Suisse mostraram que uma regulamentação mais dura para os bancos é necessária.

O Deutsche Bank fechou em queda de 1,58%, o Société Générale caiu 1,08% e o credit default swap do Deutsche era negociado a 188 pontos-básicos, depois de atingir 203 na quinta-feira, 198 na sexta e 189 ontem.

“As coisas parecem calmas nos grandes bancos europeus, já que eles estão cheios de depósitos estáveis e possuem altos níveis de ativos líquidos de prazo mais curto”, avaliam os analistas Mathieu Racheter e Roger Degen, do Julius Baer.

Movimento de venda de ações

Segundo eles, o recente movimento de vendas de ações de bancos europeus fez com que o ‘valuation’ do setor atingisse os mesmos níveis mínimos vistos pela última vez durante a crise financeira de 2008, a crise da dívida europeia em 2012 e a crise da covid-19 em 2020. Ao mesmo tempo, a expectativa para o lucro médio dos bancos permanece muito superior em comparação com o restante do mercado europeu, destacam.

“Isso levanta a questão de até que ponto a lucratividade dos bancos é afetada pela última crise de confiança, que levou a custos de financiamento mais altos e saídas de depósitos, levando a um aperto nos padrões de crédito”, questionam Racheter e Degen, em nota enviada a clientes.

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